Documento traz compromissos que visam aumentar a segurança energética e acelerar transições energéticas limpas, sustentáveis, justas e inclusivas
Aprovados durante a reunião de ministros de energia do G20 no início de outubro, os Princípios para Transições Energéticas Justas e Inclusivas foram transformados no Pacto Energético da Organização das Nações Unidas para uma transição energética justa e inclusiva.
O documento, lançado durante a COP 29, em Baku, no Azerbaijão, traz compromissos que visam aumentar a segurança energética e acelerar transições energéticas limpas, sustentáveis, justas, acessíveis e inclusivas. Além de destacar a necessidade de acabar com a pobreza energética, o pacto ressalta a importância do diálogo social e da participação das partes interessadas no planejamento e implementação de políticas e projetos relacionados à transição energética.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a iniciativa é resultado do diálogo liderado pelo governo do presidente Lula ao acreditar no poder transformador da tecnologia no combate à pobreza energética. "O Brasil deseja se firmar como um grande aliado dos países nessa luta essencial para um futuro mais justo e sustentável", disse.
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Foto: Reprodução/Google
Com a criação do mecanismo, outros países para além do G20, empresas e associações do setor privado também poderão aderir ao Pacto Energético e, assim, reforçar seus compromissos em prol de transições energéticas justas e inclusivas. O evento foi organizado pela Energia Sustentável para Todos (SEforALL, sigla deSustainable Energy for All), instituição vinculada à ONU que apoia os países na implementação do Objetivo Sustentável 7.O Roteiro aborda desafios críticos nos países em desenvolvimento, onde os investimentos em energia limpa precisam aumentar mais de seis vezes até 2035, em alinhamento com o potencial desses países e as metas climáticas globais.
O Roteiro apresenta ainda uma estrutura para atrair capital privado e mobilizar financiamento internacional com o objetivo de construir um ecossistema energético próspero e resiliente ao clima. Com recomendações com prazos definidos, o documento busca reduzir os custos de financiamento, incentivar mecanismos de compartilhamento de riscos e criar os ambientes político e de investimento necessários para liberar fluxos substanciais de capital para projetos de energia limpa.
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"Os gargalos de financiamento podem comprometer de diferentes formas as ambições dos países, e isso precisa mudar. Foi com esse intuito que trouxemos esse tema como uma das prioridades do GT de Transições Energéticas do G20. Esse estudo é a contribuição da presidência brasileira para apoiar governos, financiadores e sociedade nesse debate, e chega em um momento crucial, onde o mundo tem os olhares atentos aos resultados das negociações da COP29”, enfatizou o ministro Silveira.
Fonte: com informações Agência Gov
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