Governo do Amazonas e o Estado deverá cancelar, definitivamente, o contrato com a empresa em 2023.
Após apresentar ineficiência no atendimento a servidores da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc-AM) e risco de falência, a operadora de plano nacional de saúde Hapvida NotreDame Intermédica teve seu convênio suspenso pelo Governo do Amazonas e o Estado deverá cancelar, definitivamente, o contrato com a empresa em 2023. A informação foi confirmada pela REVISTA CENARIUM.
A Hapvida tem 28% de probabilidade de insolvência no Ibovespa, um percentual considerado alto por analistas, segundo uma pesquisa realizada pela Economatica nesta quinta-feira, 23, e publicada pela Agência Estadão. No Amazonas, a empresa é alvo de denúncias dos clientes por não entregar o que promete no ato de assinatura do convênio.
O cálculo da Economatica é realizado com base em uma fórmula que inclui valores do capital circulante líquido, ativos totais, reservas de lucro, Ebit (lucro antes de juros e imposto de renda), patrimônio líquido e ativos passivos.
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Régis Chinchila e Luis Novaes, especialistas da Terra Investimentos, explicam que a Hapvida e outras companhias citadas no estudo da Economatica não tiveram tempo de se preparar, financeiramente, para o impacto dos juros altos.
Com o mercado especulando que os juros seguirão no mesmo patamar, até metade do próximo ano, a 13,75%, e com possibilidade de queda apenas no final de 2023, empresas com grandes passivos continuarão tendo seus resultados pressionados, o que aumenta o risco de insolvência, destacaram os especialistas.
Seduc

Fotos: Reprodução
Há mais de seis anos, a Hapvida firmou contrato com a Seduc para fornecer atendimento médico aos servidores da secretaria, na capital e no interior do Amazonas, que somam, aproximadamente, 20 mil beneficiários. O contrato firmado era de R$ 87 milhões.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), a empresa não conseguia atender a demanda e resistia às melhorias solicitadas pelos servidores, dentre elas, a de reduzir o tempo de espera por consultas médicas, que demoravam até três meses, e a não realização de procedimentos cirúrgicos prometidos em convênio.
Em outubro, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE) atendeu a um pedido de medida cautelar para suspender pagamentos do contrato de prestação de serviços da Hapvida, mas a medida foi revogada após análise de documentos apresentados pela Seduc.
Nas últimas duas semanas, técnicos da Secretaria de Educação do Amazonas reavaliaram os procedimentos realizados pela Hapvida, junto aos servidores da pasta, e indicaram que há descumprimento de cláusulas contratuais e, por essa razão, indicaram a rescisão do contrato com a operadora de plano de saúde.
Procurada pela REVISTA CENARIUM, a Hapvida não deu retorno quanto às demandas solicitadas até a publicação desta matéria.
Fonte: Com informações da Revista Cenarium
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