20 de Abril de 2026

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Saúde - 24/12/2022

Governo do Amazonas irá cancelar contrato com Hapvida em 2023; empresa de plano de saúde está com risco de falência

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Foto: Reprodução

Governo do Amazonas e o Estado deverá cancelar, definitivamente, o contrato com a empresa em 2023.

Após apresentar ineficiência no atendimento a servidores da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc-AM) e risco de falência, a operadora de plano nacional de saúde Hapvida NotreDame Intermédica teve seu convênio suspenso pelo Governo do Amazonas e o Estado deverá cancelar, definitivamente, o contrato com a empresa em 2023. A informação foi confirmada pela REVISTA CENARIUM.

 

A Hapvida tem 28% de probabilidade de insolvência no Ibovespa, um percentual considerado alto por analistas, segundo uma pesquisa realizada pela Economatica nesta quinta-feira, 23, e publicada pela Agência Estadão. No Amazonas, a empresa é alvo de denúncias dos clientes por não entregar o que promete no ato de assinatura do convênio.

 

O cálculo da Economatica é realizado com base em uma fórmula que inclui valores do capital circulante líquido, ativos totais, reservas de lucro, Ebit (lucro antes de juros e imposto de renda), patrimônio líquido e ativos passivos.

 

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Régis Chinchila e Luis Novaes, especialistas da Terra Investimentos, explicam que a Hapvida e outras companhias citadas no estudo da Economatica não tiveram tempo de se preparar, financeiramente, para o impacto dos juros altos.

 

Com o mercado especulando que os juros seguirão no mesmo patamar, até metade do próximo ano, a 13,75%, e com possibilidade de queda apenas no final de 2023, empresas com grandes passivos continuarão tendo seus resultados pressionados, o que aumenta o risco de insolvência, destacaram os especialistas.

 

Seduc

 

Fotos: Reprodução


Há mais de seis anos, a Hapvida firmou contrato com a Seduc para fornecer atendimento médico aos servidores da secretaria, na capital e no interior do Amazonas, que somam, aproximadamente, 20 mil beneficiários. O contrato firmado era de R$ 87 milhões.

 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), a empresa não conseguia atender a demanda e resistia às melhorias solicitadas pelos servidores, dentre elas, a de reduzir o tempo de espera por consultas médicas, que demoravam até três meses, e a não realização de procedimentos cirúrgicos prometidos em convênio.

 

Em outubro, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE) atendeu a um pedido de medida cautelar para suspender pagamentos do contrato de prestação de serviços da Hapvida, mas a medida foi revogada após análise de documentos apresentados pela Seduc.

 

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Nas últimas duas semanas, técnicos da Secretaria de Educação do Amazonas reavaliaram os procedimentos realizados pela Hapvida, junto aos servidores da pasta, e indicaram que há descumprimento de cláusulas contratuais e, por essa razão, indicaram a rescisão do contrato com a operadora de plano de saúde.

 

Procurada pela REVISTA CENARIUM, a Hapvida não deu retorno quanto às demandas solicitadas até a publicação desta matéria.

 

Fonte: Com informações da Revista Cenarium

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