10 de Maio de 2026

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Ciência e Tecnologia - 14/05/2024

Governo do Amazonas impulsiona inovação com avaliação de plantas Amazônicas para novos produtos terapêuticos e agrícolas

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Foto: Divulgação/Acervo da coordenadora da pesquisa Renata Takeara Hattori

O estudo é apoiado pelo Programa Universal Amazonas, da Fapeam

A vastidão da Região Amazônica é celebre por sua inigualável diversidade de plantas. Recentemente, uma pesquisa inovadora, apoiada pelo Governo do Amazonas através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), mergulhou na riqueza dessa flora para avaliar o potencial químico e biológico de extratos alcoólicos de plantas locais. Coletadas em Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus, essas plantas foram analisadas com o objetivo de descobrir propriedades antimicrobianas e acaricidas, visando o desenvolvimento de produtos terapêuticos e agrícolas.

 

Financiado pelo Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital n° 002/2018, o estudo intitulado “Prospecção química e atividades antimicrobiana e acaricida de extratos de espécies amazônicas” revelou a presença de grupos de metabólitos como esteroides, terpenoides, flavonoides, taninos e alcaloides nos extratos analisados.

 

Doutora Renata Takeara Hattori, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e coordenadora da pesquisa, detalhou a metodologia utilizada: "Secamos folhas de cipó-alho (Mansoa alliacea), camu-camu (Myrciaria dubia), jambolão (Syzygium cumini), óleo elétrico (Piper callosum) e capeba (Piper marginatum) em estufa, trituramos e extraímos com etanol. Os extratos foram concentrados e fracionados com solventes de diferentes polaridades."

 

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Essas espécies, populares entre os habitantes de Itacoatiara, foram escolhidas por suas potenciais propriedades biológicas, já evidenciadas em estudos anteriores. "Além do uso tradicional, há literatura científica que comprova algumas atividades biológicas dessas plantas", explicou Hattori.

 

Os extratos foram testados contra o ácaro vermelho (Raoiella indica), praga que afeta coqueiros e bananeiras, e contra microrganismos causadores de doenças humanas, como Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Candida albicans e Candida parapsilosis. Notavelmente, o camu-camu demonstrou inibir o crescimento de E. coli e S. aureus.

 

"Esses resultados preliminares são promissores e poderão direcionar futuras pesquisas para identificar as substâncias ativas e seus mecanismos de ação, pavimentando o caminho para novos medicamentos," destacou Hattori.

 

 

A pesquisa também reforça a valorização das plantas amazônicas e a importância da conservação ambiental. "Essas plantas, muitas vezes negligenciadas, possuem propriedades biológicas significativas que podem ser exploradas para benefício humano."

 

Renata Hattori expressou gratidão à Fapeam: "O apoio financeiro foi crucial para adquirir equipamentos, reagentes e materiais de laboratório. Sem esse auxílio, realizar pesquisas, especialmente no interior do Amazonas, seria muito desafiador. Os recursos obtidos não só viabilizaram esta pesquisa, como também serão utilizados em projetos futuros.

 

O Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas financia atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação em diversas áreas do conhecimento, contribuindo significativamente para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Estado do Amazonas.

 

Fotos: Divulgação/Acervo da coordenadora da pesquisa Renata Takeara Hattori

 

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Essa e outras pesquisas, conduzidas por mulheres cientistas no Amazonas, estão disponíveis no Portfólio de Investimentos e Resultados de Pesquisas do Amazonas – Vol.03, organizado pela Fapeam, que reúne 50 estudos concluídos. Para mais informações, acesse: link.

 

Fonte: com informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas

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