19 de Abril de 2026

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Política no Amazonas - 10/07/2025

Governo do AM e federal preparam estruturas para enfrentar incêndios na Amazônia

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Então, até o final de agosto, início de setembro, no mais tardar, nós teremos já montado esses 16 grupos integrados de brigadistas e de bombeiros no interior?, disse o governador.

O Governo do Amazonas e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) preparam a infraestrutura para enfrentar o período de seca na Amazônia, que eleva o índice de incêndios na região, de julho a novembro. As estratégias vão desde a montagem de 16 brigadas estaduais até a instalação de escritórios de governança ambiental, para apoiar os prefeitos e secretários municipais de meio ambiente no monitoramento das áreas.

 

Após reunião com a ministra do MMA, Marina Silva, nesta terça-feira, 8, em Brasília, o governador do Amazonas, Wilson Lima, informou que o Estado está em fase de ampliação do efetivo de bombeiros e da montagem de brigadas em 16 municípios prioritários, que concentram o maior número de incêndios florestais, tanto no Sul do território amazonense quanto na região metropolitana de Manaus.

 

Os recursos são de parceria com o governo federal.“Nós já montamos seis brigadas, estamos entregando aqueles carros grandes, com capacidade de até 10 mil litros, e montando quartéis, mandando bombeiros militares e também brigadistas. Então, até o final de agosto, início de setembro, no mais tardar, nós teremos já montado esses 16 grupos integrados de brigadistas e de bombeiros no interior”, disse o governador.

 

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Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Amazonas registrou 21,6 mil incêndios florestais só em 2024, considerado o pior ano em número de focos de calor, desde 1988, quando o instituto começou a realizar a série histórica.O secretário Extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial no MMA, André Rodolfo Lima, afirmou que, ao contrário do ano passado, quando foram instaladas multiagências emergenciais no Sul do Amazonas para combater o alto índice de incêndios florestais, este ano estão sendo instalados escritórios de governança ambiental, para que os gestores possam acompanhar o que acontece em seus territórios.

 

As estruturas contarão com imagens de satélites diárias, voadeiras, caminhonetes, computadores de alta capacidade com internet satelital, além de consultores à disposição dos administradores da região. “Para eles saberem o que está acontecendo, em tempo real, em termos de uso e ocupação do solo”, explicou. Lima também destacou o investimento de R$ 45 milhões que será feito em sete municípios prioritários que aderiram ao Programa União com Municípios. A ministra Marina Silva agendou para os dias 12 e 13 de agosto a ida ao Amazonas, para assinar o repasse dos recursos aos gestores, segundo anunciou o governador Wilson Lima.

 

 

 

Conforme o secretário do MMA, a verba proveniente do Fundo Amazônia será destinada à regularização ambiental fundiária, assistência técnica, pagamento por serviços ambientais, restauração agroflorestal sustentável e um apoio para a regularização do pequeno agricultor na região. As medidas devem alcançar 1,4 mil agricultores familiares com regularização ambiental e a regularização coletiva para 90 comunidades tradicionais da região.

 

Parceria garante recursos

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

No total, 81 municípios já aderiram ao Programa União com Municípios. Em março deste ano, o MMA, PNUD e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) assinaram acordo de parceria (RPA) de R$ 61 milhões, para a implantação de Escritórios de Governança para o Monitoramento do Desmatamento em 70 municípios da Amazônia.

 

Ao todo, o Amazonas tem dez municípios aptos a aderir ao programa: Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Itapiranga, Lábrea, Manaus, Manicoré, Maués e Novo Aripuanã. Destes, apenas Lábrea, Manaus e Novo Aripuanã ainda não aderiram à iniciativa do governo federal.

 
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Na avaliação de André Lima, os desafios enfrentados com altos índices de desmatamento no Sul do Amazonas ocorrem por causa do aumento significativo da especulação de terras na região, com a valorização de terras onde o Estado não consegue fazer a regularização, o que favorece a ocupação ilegal. Sem regularização fundiária, os produtores da área não conseguem ter acesso a financiamentos e apoio de assistência técnica, por exemplo. 

 

Fonte: com informações Cenarium

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