27 de Abril de 2026

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Direitos da Mulher - 17/05/2022

Governo da Espanha aprova primeira licença menstrual remunerada da Europa; projeto irá ao Parlamento

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Foto: Reprodução

Manifestantes pró-aborto fazem protesto a favor da reforma que permitirá licença menstrual de três dias e amplia acesso à interrupção voluntária da gravidez

O governo espanhol aprovou nesta terça-feira, 17, um projeto de Lei que prevê uma licença de até três dias para mulheres que sofrem menstruação severa, sem que sejam descontadas por isso.

 

A proposta segue agora para votação no Parlamento do país, onde o governo, socialista, tem maioria. Se aprovada, a Espanha será o primeiro país da Europa a adotar a licença.

 

A medida é uma iniciativa da ministra de Igualdade do país, Irene Montero. Segundo a proposta, qualquer mulher que sofra de dismenorreia, o quadro de menstruação severa, pode recorrer à licença em qualquer empresa privada ou órgão público que trabalhe.

 

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após um conselho de ministros

 

"Hoje enviamos ao mundo uma mensagem para apoiar todas as mulheres que estão lutando por seus direitos sexuais e reprodutivos. É nosso dever garantir que essas mulheres decidam o que acontece com seus próprios corpos", declarou Montero.


O mesmo projeto também amplia o acesso ao aborto, que já é legal no país e atualmente pode ser feito até a 14ª semana de gestação em todos os casos e até a 22ª semana em casos de anormalidades do feto.

 

Pela reforma, adolescentes com 16 e 17 anos não precisarão mais de permissão dos responsáveis legais para fazer a interrupção voluntária da gravidez.

 

Também pela nova proposta, mulheres grávidas poderão ter a licença ampliada a partir da 39ª semana (quando ultrapassa os nove meses de gestação), e produtos menstruais como absorventes serão distribuídos gratuitamente em escolas e centros de saúde.

 

Polêmica

 

Manifestantes contrárias ao aborto fazem protesto contra a reforma em ruas de Madri no sábado — Foto: Susana Vera/ Reuters

Fotos: Reprodução

 

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A proposta levantou polêmicas na Espanha, onde uma parte crescente da população apoia medidas mais liberais mas outra parte, conservadora, é contra a interrupção voluntária da gravidez.

 

Fonte: Portal G1 

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