Diplomacia insistirá junto às autoridades norte-americanas para que haja um afrouxamento de regras nas deportações, como retirada das algemas quando o avião entrar no espaço aéreo nacional
O governo insistirá no afrouxamento das regras norte-americanas de deportação, que preveem algemar os repatriados por questões que as autoridades de imigração dos Estados Unidos consideram de segurança.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares e Jurídicos, Márcia Loureiro, convocou, ontem, o encarregado de negócios da embaixada norte-americana, Gabriel Escobar, para cobrar explicações a respeito das denúncias de maus-tratos e dos problemas no voo que chegou a Belo Horizonte, sábado à noite, com 88 brasileiros repatriados.
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De acordo com fontes do governo, Márcia reforçou a posição do MRE e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que classificaram como "inaceitável" o tratamento dado ao grupo. Segundo relatos dos deportados dados no desembarque, eles foram mal-alimentados, ameaçados e submetidos a humilhações pelos seguranças que os acompanhavam.
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Além disso, a aeronave que os trazia apresentou problemas em duas oportunidades: na primeira, teve de pousar no Panamá, quando um mecânico de voo se juntou à tripulação; na segunda, foi obrigada a fazer uma escala em Manaus. Foi quando os repatriados se amotinaram e abriram uma das portas de emergência, em função do desligamento do ar-condicionado a bordo.
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Fotos: Reprodução/Google
O grupo desceu por uma das asas ainda algemado. Nesse momento, os agentes federais subiram a bordo e determinaram a soltura dos deportados, pois estavam em solo brasileiro e nenhum deles respondia por algum crime segundo as leis nacionais. O trajeto entre Manaus e Belo Horizonte foi feito em um avião da Força Aérea Brasileira.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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