23 de Abril de 2026

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Política - 17/02/2022

Governistas mandam beijo para Lula, prontos para abandonar Bolsonaro

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Foto: Reprodução

Jair BBolsonaro não tem controle da máquina pública, amarrou um acordo com os partidos do Centrão, conseguiu aprovar o Auxílio Brasil com valor nunca imaginado

O ano eleitoral mal começou. O presidente Jair Bolsonaro não  tem controle da máquina pública, amarrou um acordo com os partidos do Centrão, conseguiu aprovar o Auxílio Brasil com valor nunca imaginado. Uma combinação que deveria fazer seu time vestir a camisa. Mas quando as pesquisas mostram um presidente empacado e até os integrantes do governo fazem acenos ao seu maior adversário, fica evidente que a coisa está para lá de mal parada.

 

Com o tom cauteloso de sempre, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, tornou-se nesta semana mais um expoente desse movimento. Ele foi questionado, durante uma entrevista à jornalista Miriam Leitão, se a eleição do ex-presidente Lula já estaria precificada pelo mercado. E  respondeu que “o mercado passou a ser menos receoso da passagem de um governo para o outro”.

 

Ok, Campos Neto fez questão de ressaltar que fazia uma avaliação dos “preços do mercado”, não de candidatos. A tese até poderia convencer, não fossem os constantes acenos que ele próprio tem recebido do PT de Lula. No cenário atual, é retribuição.

 

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Não bastasse o presidente do Banco Central, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), supostamente o aliado mais importante de Bolsonaro no Congresso, vem com o discurso ainda mais afiado.

 

Na entrevista que concedeu ao Valor Econômico nesta terça, Lira discorreu sem amarras sobre como será a relação da Câmara com um eventual governo Lula. Minimizou a importância da equipe econômica e o protagonismo do ministro Paulo Guedes. E já começou a mandar recados sobre o que dá para aprovar ou não no Congresso a partir de 2023, em um cenário em que Lula estará eleito.

 

Fotos: Reprodução

 

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Bolsonaro apoiou seu governo em dois pilares. Primeiro, uma política econômica de viés liberal que nunca saiu do papel. O que o torna incapaz de manter ao seu lado todos os que aderiram ao seu projeto inicial de governo. Segundo, numa aliança com o Centrão. Que, todo mundo sabe, não tem na fidelidade um de seus atributos. Os sinais de debandada já seriam motivo de preocupação das grandes perto da eleição. Mas, na largada do ano eleitoral, é um alerta vermelho.

 

Fonte: Revista Veja

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