Governador do Amazonas, Wilson Lima, e o prefeito de Manaus, David Almeida
Em mais uma demonstração de alinhamento político, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), se reuniram na sexta-feira santa (15) para debater o decreto federal 11.047 que reduziu alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e põe em risco a competitividade da Zona Franca de Manaus.
Os políticos, inclusive, gravaram juntos os vídeos que foram publicados nas suas respectivas redes sociais.
Antes do encontro, David comentou um “conte com meu apoio” em uma publicação de Wilson nas redes sociais, onde o governador informou que tomaria providência contra a decisão do Governo Federal.
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No Supremo

Após ir a Brasília e ouvir da boca do presidente Jair Bolsonaro (PL) – que é tido como um aliado político – que o decreto seria reeditado e a excepcionalidade dos produtos produzidos aqui seria preservada, Wilson Lima decidiu ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a nova decisão, considerando que o presidente não cumpriu com sua palavra.
“Estou entrando com uma ação para revogar essa decisão. O modelo Zona Franca é o mais exitoso da Amazônia em termos de desenvolvimento econômico, social e ambiental. Minha maior preocupação é com os homens e mulheres que moram no Amazonas e dependem desses empregos para sustentar suas famílias”, disse.
Atualmente, a ZFM gera direta e indiretamente nada mais nada menos do que 500 mil empregos no Amazonas.
Apoio

Ciente da importância do modelo para a economia da capital amazonense, o prefeito David Almeida tem prestado total apoio às ações do Governo na busca de preservar os empregos da Zona Franca de Manaus.
“Como prefeito de Manaus, externo meu total e irrestrito apoio à medida do governador em defesa dos interesses da Zona Franca de Manaus ajuizando uma ação no Supremo Tribunal Federal para manter as vantagens comparativas do nosso polo industrial”, disse.
Repúdio
Logo nas primeiras horas da sexta-feira, os integrantes da bancada amazonense no Congresso Nacional começaram a externar repúdio à decisão do Governo Federal.

Eduardo Braga
O senador Eduardo Braga (MDB), por exemplo, fez uma metáfora da decisão com o feriado da sexta-feira da paixão.
“Em uma Sexta-feira Santa, presenciamos a ZFM ser crucificada e milhares de empregos serem sacrificados por quem está no poder”, escreveu no Twitter.
Não é favor

Plínio Valério (Fotos: Reprodução)
O senador Plínio Valério (PSDB) lembrou que a ZFM garante a preservação de 97% da Floresta Amazônica e destacou que manter a excepcionalidade do modelo não é um favor que o Governo Federal faz à região.
“Não estamos pedindo favor. A ZFM representa 8% do total da renúncia fiscal do País, e é o único segmento econômico incentivado que busca a diminuição das desigualdades sociais no País, que visa diminuir a miséria e a pobreza de região historicamente abandonada pelo poder público. Exigimos é que as prerrogativas tributárias constitucionais da ZFM sejam respeitadas”, afirmou.
Fonte: Direto ao Ponto
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