Ministra de Relações Institucionais também escreveu que o governador 'confirmou que seu chefe é culpado e que eles não respeitam a Justiça'
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), após ele afirmar que concederia o indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como "primeiro ato" se ele fosse eleito ao Planalto. O comentário foi feito pelo governador de São Paulo na última sexta-feira em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC. Na ocasião, ele também afirmou não confiar na Justiça e disse não ver elementos para a condenação de Bolsonaro, que começa a ser julgado por tentativa de golpe amanhã, no Supremo Tribunal Federal.
Em resposta, Gleisi escreveu em um post no X que, com a declaração, Tarcísio confirma que "seu chefe é culpado e que eles não respeitam o estado de direito nem a Justiça". A ministra também o comparou ao presidente Lula que, em seu primeiro dia de governo, recriou programas como o Bolsa Família e revogou decretos de Bolsonaro que flexibilizavam a posse e o porte de armas. "É a diferença entre um presidente que pensa no povo e no país e um candidato fantoche que só pensa em servir aos interesses de seu chefe".
Cortejado por dirigentes de partidos do centrão, o governador tem mencionado com mais frequência ao longo das últimas semanas a chance de concorrer à presidência no próximo ano. Com a mudança de direcionamento, ele também tem se tornado um alvo de críticas mais recorrentes tanto da esquerda quanto de partes do bolsonarismo.
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Foto: Reprodução/Google
Na última sexta-feira, ele foi citado por Lula durante uma entrevista concedida à Rádio Itatiaia. Na ocasião, o presidente afirmou que o adversário "não é ninguém sem Bolsonaro" e disse que ele fará o que o ex-presidente quiser. Tarcísio, por sua vez, voltou a ter atritos com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarar que se o governador disputar o Planalto, ele vai migrar para o partido, Eduardo reagiu. Aliado do parlamentar nos Estados Unidos, Paulo Figueiredo relatou à coluna de Bela Megale, do GLOBO, que, caso a mudança partidária se concretize, o filho do ex-presidente “tem 90% de chance de sair do PL”.
— Essa chance aumenta se Tarcísio for para o PL. Caso isso ocorra, Eduardo deixará o partido e irá para outra legenda para ser candidato à Presidência— disse Figueiredo.
Fonte: com informações O Globo
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