Uma das medidas provisórias é a que estabelece a abertura do mercado de energia elétrica para o usuário comum
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, intensificou as articulações com o Congresso Nacional para tentar destravar medidas provisórias (MPs) e projetos considerados prioritários pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre as propostas em negociação, está o projeto de lei (PL) que amplia a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. O tema é uma promessa de campanha de Lula, com foco em beneficiar a classe média. Na semana passada, a Câmara aprovou o regime de urgência da proposta, o que permite votação direta em plenário.
O esforço de Gleisi, porém, enfrenta dificuldades políticas. Como o Metrópoles mostrou, o União, que controla os ministérios do Turismo, Integração Nacional e Comunicações, deve se reunir nos próximos dias para discutir a possível expulsão de Celso Sabino, ministro do Turismo, da sigla. Esse passo intensifica rumores de desembarque da legenda e do PP do governo.
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Recentemente, o presidente do União, Antonio Rueda, fez críticas públicas ao titular do Palácio do Planalto, que teria cobrado os ministros da sigla sobre o posicionamento do dirigente.Setor elétrico Já no debate mais próximo do Ministério de Minas e Energia, o governo tenta avançar com uma MP que reforma o setor elétrico. O texto amplia a Tarifa Social de Energia, com a garantia da gratuidade na conta de luz para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico, além de abrir mercado de energia para consumidores residenciais e empresas.
Reforma do setor elétrico
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Fotos: Reprodução/Google
Brasileiros inscritos no CadÚnico, com renda de até meio salário mínimo por pessoa e consumo de até 80 kWh/mês, terão a conta de luz zerada. Já famílias com renda entre meio e um salário mínimo e consumo de até 120 kWh/mês serão isentas da CDE. A estimativa é de que 17 milhões de famílias sejam beneficiadas pelas novas medidas.
A proposta do governo federal ainda estabelece a abertura do mercado de energia elétrica para o usuário comum. Isso quer dizer que consumidores residenciais, pequenos comércios e serviços poderão escolher o fornecedor de energia. Por fim, o texto estabelece desconto na tarifa de irrigação e aquicultura, com concessão de horários para aproveitar o excedente de geração de energia.
A proposta foi enviada em maio e perde validade em setembro. Os primeiros passos da medida foram dados na terça-feira (26/8), quando foi instalada a comissão especial responsável pela análise. Segundo o senador Eduardo Braga (MDB-AM), presidente do colegiado, a ideia é apresentar um texto “mais enxuto” antes do prazo final.
Fonte: com informações Metrópoles
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