20 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Política - 27/11/2024

General Freire Gomes e brigadeiro Baptista Junior: quem são os militares que se negaram a aderir ao golpe

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Alto comando do Exército e da Aeronáutica adotou postura 'legalista' e mostrou resistência aos planos de impedir a posse do presidente eleito em 2022, revela o inquérito da Polícia Federal.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes retirou o sigilo sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que detalha a tentativa de um "golpe de Estado e abolição do estado democrático de direito" no Brasil.

 

De acordo com o inquérito, o objetivo era "tentar manter o então presidente da república Jair Bolsonaro (PL) no poder", restringir "o exercício do Poder Judiciário" e impedir "a posse do então presidente da república eleito" — no caso, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

A investigação aponta para a existência de uma "organização criminosa" dividida em vários grupos, com diversas ações planejadas, que envolviam até planos de assassinar Moraes, Lula e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB).


Veja também

 

Comandante da Marinha aceitou embarcar em plano golpista, indica PF
"Lula não sobe a rampa", diz roteiro de golpe apreendido na sede do PL

 

Foto: Reprodução/Google

 

A apuração apontou que toda a operação não foi para frente, entre outros motivos, pela falta de adesão de duas figuras-chave do alto escalão militar brasileiro: o general Marco Antonio Freire Gomes, comandante do Exército, e o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, líder da Aeronáutica.

 

O nome de Freire Gomes é citado 141 vezes no relatório da PF recém-divulgado. Já Baptista Junior aparece em 48 trechos do texto.

 

"Após, finalizar os termos do decreto [do golpe], o então presidente Jair Bolsonaro mandou chamar ao Palácio do Alvorada os Comandantes das Forças Armadas almirante Garnier (Marinha), general Freire Gomes (Exército) e o ministro da Defesa Paulo Sérgio", relata a PF.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.  
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

"O objetivo naquele momento era obter o apoio dos comandantes, para que as Forças Armadas garantissem a consumação da empreitada criminosa. Os comandantes do Exército e da Aeronáutica se posicionaram contrários a aderir a qualquer plano que impedisse a posse do governo legitimamente eleito. Já o comandante da Marinha, almirante Garnier, colocou-se à disposição para cumprimento das ordens", complementa o texto.


Fonte: com informações do Correio Braziliense

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.