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Mulher em pauta - 13/12/2023

Gabriela Prioli conta como a transição ajudou a monetizar sua carreira

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Foto: Reprodução/Instagram

A apresentadora e advogada repensou a carreira original, planejou a mudança e passou a ter fontes diversas de renda

Comunicadora, advogada, escritora, professora, modelo e, agora, mãe da Ava, Gabriela Prioli assumiu como apresentadora do programa Saia Justa, do GNT, no começo do mês de março. Ao sair do direito e seguir para um universo ainda desconhecido da comunicação, Prioli rompeu com uma carreira linear na qual já estava em posições de liderança, sendo sócia do reconhecido escritório de advocacia no qual trabalhava. 

 

Nos bastidores da mudança profissional, pouco vistos no seu canal do YouTube ou nos seus perfis em redes sociais – teve muito planejamento financeiro, desenvolvimento de produtos, coragem e insegurança. Só três meses depois de ser contratada pela CNN, onde estreou no programa Grande Debate, Gabriela Prioli lançava seu primeiro infoproduto, um clube do livro com 10 títulos para leitura, lives de conversa sobre os títulos e aulas com especialistas.

 

Hoje, pouco mais de três anos depois de começar na comunicação em 16 de março de 2020, Prioli está lançando a quarta edição do seu clube do livro – que hoje compartilha com o filósofo e ex-colega de bancada Leandro Karnal –, tem dois cursos online publicados e dois livros escritos (à caminho do terceiro). Ainda, a comunicadora tem um canal no YouTube, faz publicidades, dá palestras e oferece mentorias particulares.

 

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 Além de apresentar programas de televisão, trabalho com a produção de infoprodutos, nos quais já tenho mais de 60 mil alunos. Com esses produtos, tive um faturamento que cresceu 10% entre 2021 e 2022 – período no qual muitos produtores digitais experimentaram uma queda de faturamento. Também, dou muitas palestras, para as quais tenho uma demanda altíssima, e trabalho com publiÉ tanta coisa que, às vezes, até esqueço de alguma.

 

Tenho o meu canal no YouTube e participo do mercado editorial com dois livros dessas publicados e um terceiro já fechado com a editora Companhia das Letras. Ainda, dou mentorias particulares, nas quais trato de comunicação nas redes sociais, branding pessoal, oratória. Hoje tenho uma diversidade muito grande de frentes de atuação que a minha escolha lá atrás me permitiu fazer. Tudo isso foi elaborado de maneira muito ágil, se você pensar que comecei a trabalhar com comunicação no dia 16 de março de 2020. 

 

 

Não sou jornalista e, se fosse para o jornalismo de hardnews, eu seria simplesmente uma comunicadora de acontecimentos. Nesse caso, o meu leque de oportunidades estreitaria muito – e eu saí do direito justamente para eu ter essa variedade de oportunidades. Quando desenvolvi minha carreira com uma liberdade de fora do rótulo jornalístico, pude ter uma gama de negócios muito maior do que eu teria se tivesse atuado como comentarista política.

 

Ainda, acredito no entretenimento como um veículo. Quando eu estava no direito, percebi que a nossa linguagem e as nossas plataformas na área eram limitações – alcançavam um público muito restrito. Logo, se eu  quero ampliar o espaço de difusão das minhas ideias, o entretenimento é um veículo poderosíssimo para chegar a mais ouvintes.

 

Não teve um momento em que eu percebi que queria ir para a comunicação. Eu estava muito bem no direito e gostava de advogar e de dar aulas. Sentia que eu tinha um potencial que gostaria de explorar e que, na comunicação, eu conseguiria difundir melhor minhas ideias. Não sabia muito como fazer isso, porque, como a maioria dos jovens da minha época, estruturei minha carreira com uma mentalidade muito restrita do que ela poderia ser. Estudei direito pensando que as minhas possibilidades seriam prestar um concurso ou advogar – e, possivelmente, dar aulas.

 

 

À medida que eu fui crescendo e tendo independência financeira na advocacia, percebi que eu podia ocupar espaços mais amplos. Não pensava que eu pudesse fazer uma transição absoluta de carreira num primeiro momento. Assim, comecei a participar de alguns programas na televisão conforme era convidada. Nesse movimento, me preparei muito bem para ocupar os espaços da melhor maneira possível – algo que faço até hoje.

 

Como você se preparou para essa transição profissional?

 

 

Fotos: Reprodução/Instagram

 

Para eu fazer esse movimento, foi fundamental ter preparação financeira. Quando comecei a colocar o pé na comunicação antes de sair do direito, ainda estava ganhando meu dinheiro no escritório de advocacia onde já era sócia. Não vim de família rica e, por isso, não tinha a possibilidade de viver sem trabalhar. Mesmo tendo uma demanda bem alta, trabalhei ainda mais para fazer essa transição com segurança. Assim, paralelamente às aulas e às participações não remuneradas na TV, fui juntando uma reserva de emergência. Juntei dinheiro para me sustentar por um ano sem trabalhar e não ter pressa para conseguir um emprego em comunicação.

 

Ou seja, só pude dizer não à primeira proposta porque eu tinha dinheiro para pagar minhas contas, senão eu teria aceitado e construído uma carreira de forma diferente. Me organizei financeiramente para que eu pudesse ter independência e liberdade de aceitar o que mais se encaixasse no meu projeto a longo prazo. 

 

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Que dica você daria para outras pessoas que pensam em mudar de área profissionalmente?

 

É muito importante você começar a fazer o movimento de forma paralela com a sua atuação atual. Isso gera uma rotina que, muitas vezes, se torna exaustiva, porque você está fazendo duas coisas ao mesmo tempo. Quem tá de fora e assiste uma transição de carreira, às vezes imagina que a pessoa que faz esse movimento é uma pessoa que ama se arriscar. Não é assim. A gente vê o risco, se programa e, a partir disso, tem coragem de se jogar.

 

Nesse processo, você precisa ter convicção de quem é e do que quer. Quando eu fui lá colocar minha cara na televisão em um debate, deu certo e viralizei no Twitter com as pessoas falando bem de mim. Mas, poderia não ter dado e eu estava colocando muita coisa em jogo naquele momento – minha carreira toda na advocacia e o meu começo na comunicação.


 

Fonte: com informações Portal Forbes

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