18 de Abril de 2026

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Saúde - 26/11/2025

FVS-RCP integra elaboração do Plano Estratégico contra Chagas congênita em Assunção

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Foto: Divulgação/ FVS-RCP

Representantes ibero-americanos reúnem-se para definir o novo plano e avançar no combate à transmissão materno-infantil da doença de Chagas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participa, até esta quarta-feira, 26/11, da Iniciativa da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) “Nenhum Bebê com Chagas: o caminho para novas gerações livres da doença de Chagas”, realizada em Assunção, no Paraguai. A ação reúne representantes de países da região com o propósito de avançar de forma articulada para eliminar a transmissão materno-infantil da doença.

 

O encontro, iniciado na segunda-feira, 24/11, reúne autoridades governamentais da Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, El Salvador, Guatemala, Honduras e Paraguai, além de organismos internacionais entre eles a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Comissão Consultiva e a Unidade Técnica da Iniciativa, conduzida pela Fundação Mundo Sano. Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a participação do Amazonas representa um passo estratégico na consolidação de ações regionais que dialogam com a realidade epidemiológica da Amazônia.

 

“Integrar esse processo de planejamento internacional é fundamental para promover respostas efetivas e alinhadas às evidências científicas. A troca de experiências e a construção conjunta de prioridades reforçam a capacidade dos países de avançar de forma coordenada, oportunizando que mulheres, gestantes e recém-nascidos tenham acesso integral ao diagnóstico e ao tratamento. Nossa presença reafirma o esforço do Amazonas em fortalecer a vigilância e contribuir diretamente para os objetivos regionais até 2030”, destaca.

 

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Foto: Divulgação/ FVS-RCP

 

O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueiredo, que acompanha as discussões técnicas, reforça que a cooperação entre países amplia a efetividade das estratégias. “O enfrentamento da doença de Chagas exige integração entre vigilância ambiental, epidemiológica e assistência. Neste encontro, estamos alinhando metas e definindo mecanismos comuns de acompanhamento, o que permite maior eficiência no monitoramento da transmissão, especialmente em áreas onde há circulação de vetores e vulnerabilidades sociais. Esse planejamento conjunto fortalece a capacidade de resposta dos serviços de saúde e aprimora o uso das ferramentas de vigilância”, avalia.

 

Para a presidente da Fundação Mundo Sano, Marina Gold, as diferentes fases da Doença de Chagas do quadro agudo ao crônico exigem atenção integrada. “Interromper a transmissão materno-infantil é uma estratégia capaz de impulsionar a conscientização, ampliar o diagnóstico e fortalecer o tratamento de toda a enfermidade”, avalia.

 

A agenda inclui grupos de trabalho dedicados à formulação do Plano Estratégico 2026–2030, que definirá prioridades regionais, metas compartilhadas, eixos de cooperação e instrumentos de monitoramento para os próximos cinco anos. Os países também estão compartilhando experiências, desafios e boas práticas relacionadas à prevenção, detecção e tratamento da doença de Chagas congênita, além de consolidar parcerias com organismos internacionais, sociedade civil e especialistas que acompanham essa agenda.

 

Pacto por bebês livres de Chagas

 

Foto: Reprodução/Google

 

O Amazonas integra a rede de vigilância da Doença de Chagas congênita por meio do Projeto Nenhum Bebê com Chagas – Manaus, desenvolvido em parceria entre FVS-RCP, Fundação de Medicina Tropical- Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa- Manaus). A ação prevê testar 2.400 mulheres em idade fértil e os recém-nascidos de mães positivas, com coletas realizadas durante o pré-natal na Atenção Primária. Os casos identificados serão acompanhados no ambulatório da FMT-HVD, unidade de referência para Doença de Chagas no estado.

 

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A Iniciativa Ibero-Americana Nenhum Bebê com Chagas representa um esforço integrado entre países para eliminar a transmissão vertical da doença, ampliando o acesso ao diagnóstico e tratamento, fortalecendo os sistemas de saúde e qualificando as ações de vigilância epidemiológica e entomológica. Com metas orientadas até 2030, os países reafirmam que superar a transmissão materno-infantil da doença de Chagas depende da cooperação internacional, da adoção de tecnologias inovadoras e da manutenção de uma agenda política articulada e contínua. 

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