30 de Abril de 2026

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Interior em Destaque - 25/09/2024

Fumaça e fogo subterrâneo afetam estrada em área indígena no Pará

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Foto: Reprodução/Google

Ainda sobre os incêndios na região, Ozinaldo relatou uma melhora na situação recente

Um vídeo divulgado pelo indígena Ozinaldo Akay Munduruku, comunicador do Coletivo Audiovisual Wakoburun, revelou uma preocupante situação na região de Jacareacanga, na Região do Alto Tapajós, no Pará. As imagens, gravadas mostram uma densa fumaça saindo do chão de uma estrada que leva a um rio local, com a via de barro completamente rachada. Segundo a narração de Ozinaldo, a fumaça era resultado de um fogo subterrâneo.

 

À CENARIUM, Ozinaldo explicou que a estrada, apesar de não ter um nome oficial, é conhecida entre os moradores como “estrada para beira do Coquinho“. Ele também informou que o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) já foi acionado e conseguiu apagar o incêndio, porém a estrada precisou ser interditada devido aos danos.

 

Ainda sobre os incêndios na região, Ozinaldo relatou uma melhora na situação recente. “Os incêndios estão diminuindo um pouco por causa da chuva“, destacou, o que traz um alívio parcial para a comunidade local, que tem enfrentado queimadas frequentes, agravadas pela seca e pelas altas temperaturas.

 

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O caso em Jacareacanga levanta mais uma vez a necessidade de políticas públicas eficazes de combate a incêndios na região amazônica, especialmente com as mudanças climáticas intensificando eventos como este. Além do impacto ambiental, o fogo subterrâneo pode trazer sérias consequências para as comunidades indígenas e ribeirinhas que dependem do território para sua subsistência.As imagens e relatos do Coletivo Audiovisual Wakoburun reforçam a importância do protagonismo indígena na documentação e denúncia das questões ambientais que afetam suas terras, sendo fundamentais para que autoridades e a sociedade tomem conhecimento da gravidade da situação na Amazônia.

 

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No começo deste mês, o grupo denunciou os impactos causados pela mineração ilegal na região. Um deles foi a seca do rio Marupá, uma importante fonte de vida e subsistência, sobretudo para o povo indígena Munduruku, que agora se resume a um leito de barro. Em uma das fotos divulgadas pelo coletivo, é possível ver uma draga de garimpo atolada no que antes foi um afluente do Rio Tapajós.

 

Fonte: com informações da Revista Cenarium

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