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Meio Ambiente - 13/09/2024

Fogo na Amazônia cresce 132% nas florestas em agosto

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Foto: Reprodução/Google

34% de todas as queimadas da região atingem vegetação nativa, uma alta em relação aos 12% registrados em 2019, marcando o maior índice de incêndios em florestas nos últimos cinco anos.

A área de floresta queimada na Amazônia aumentou 132% em agosto de 2024 em relação ao mesmo mês de 2023. No total, foram 685.829 hectares destruídos pelo fogo, enquanto no ano anterior foram 295.777 hectares, e em 2019, 207.259 hectares.Agora, 34% de todas as queimadas da região atingem vegetação nativa, uma alta em relação aos 12% registrados em 2019, marcando o maior índice de incêndios em florestas nos últimos cinco anos.

 

As informações são do Monitor do Fogo, coordenado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e parte da rede MapBiomas, divulgadas nesta quinta-feira, 12.“Em agosto de 2024 tivemos um aumento expressivo da área afetada por incêndios florestais na Amazônia comparada a outros anos da série. Normalmente nesse mês são registradas principalmente queimadas em áreas agropecuárias com grande destaque para as áreas de pasto", diz Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

 

"Este ano parece que o clima tem impactado essa tendência, infelizmente, deixando as florestas mais inflamáveis e suscetíveis aos incêndios”, acrescenta a pesquisadora.Em agosto deste ano, o fogo aumentou 38% em áreas agropecuárias em comparação ao mesmo mês de 2023. Foram queimados cerca de 1,1 milhão de hectares neste ano, contra 806.772 hectares no ano passado.

 

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Na análise do Monitor do Fogo dos oito primeiros meses de cada ano desde 2019, agosto é sempre o mês com maior área atingida pelo fogo, marcando o início da "temporada do fogo" na Amazônia. Em 2024, porém, o aumento foi de 54% em relação a 2023, com destaque para o crescimento das queimadas em áreas de floresta.

 

Ainda segundo o levantamento, as Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs), que são o principal alvo de grilagem na Amazônia, tiveram o maior aumento entre as categorias fundiárias: 175%. A área queimada nessas florestas passou de 308.570 hectares em 2023 para 849.521 hectares em 2024. As FPNDs representaram 16% de toda a área queimada no bioma nesse período.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Já as Terras Indígenas (TIs) concentraram 24% de todas as queimadas na Amazônia nos primeiros oito meses de 2024, sendo a categoria fundiária mais afetada. Em comparação com o mesmo período de 2023, quando 937.148 hectares foram queimados, houve um aumento de 39%, atingindo 1.300.646 hectares este ano.

 

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Logo em seguida, vêm os imóveis rurais privados cadastrados no CAR e no SIGEF, que somaram 23% da área queimada entre janeiro e agosto. Em 2023, essas propriedades tiveram 696.586 hectares queimados, enquanto em 2024 o número subiu para 1.233.888 hectares, representando um aumento de 77%. 

 

Fonte: com informações do Portal G1

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