O senador falou em 'estupro da democracia' e criticou as cerca de 2.000 prisões; a maioria dos presos responde ao processo em liberdade
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na terça-feira, 26/09, que as prisões das pessoas envolvidas nos atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes foram feitas "nos moldes nazistas". A declaração ocorreu na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, durante o depoimento do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro, o general da reserva Augusto Heleno.
"O que a gente vê acontecer hoje no Brasil é o estupro da democracia, sob alegação de estarem protegendo a democracia. É tipo aquele pedófilo que diz que vai tomar conta da criança. As prisões de milhares de pessoas nos dias 8 e 9 de janeiro foram feitas nos moldes nazistas", afirmou.
Eu já tive a honra e o privilégio de visitar o Museu do Holocausto em Jerusalém porque a gente via lá pessoas com medo, querendo fugir do nazismo e sendo direcionadas para dentro de estações de trem, de uma forma pacífica, com a falsa promessa: 'Olha, vem com a gente. Vamos andar aqui em fila indiana.
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O senhor, a senhora, seus filhos pequenos, a senhora grávida, vamos caminhando que vocês vão entrar num trem e vão fugir do regime nazista'; enquanto estavam dentro das estações de trem, eram ligadas as câmaras de gás, e as pessoas morriam aos milhares. Muito parecido com o que aconteceu aqui nas prisões nos dias 8 e 9 de janeiro: 'Vamos aqui, entra no ônibus, vamos te botar na rodoviária para você voltar para a sua casa'. E o destino foi o presídio.
Cerca de 2.000 pessoas foram levadas pelas forças policiais após os atos de 8 de janeiro. Desse total, 1.400 ficaram presas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as invasões. Desde então, a maioria foi solta e responde a processo em liberdade, mas ainda há detidos que aguardam a conclusão de procedimentos judiciais.
General Heleno na CPMI
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Fotos: Reprodução/Google
Chefe de segurança do Palácio do Planalto durante o governo de Jair Bolsonaro, o general Heleno falou à CPMI nesta terça-feira como testemunha, com direito ao silêncio e a garantia de não autoincriminação diante de perguntas com potencial para prejudicá-lo.
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Entre outras coisas, Heleno disse que não teve nenhum conhecimento sobre a minuta de golpe encontrada pela Polícia Federal (PF) na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Negou também que tivesse ido a acampamentos instalados em frente a quartéis-generais do Exército e que tivesse participado de reuniões com chefes das Forças Armadas nas quais estaria sendo combinado um golpe de Estado.
Fonte: com informações do Portal R7
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