Além da vaga para o jogo contra o PSG, equipes brigam pelo Troféu Challenge
Três dias depois de bater o Cruz Azul num difícil Dérbi das Américas, o Flamengo agora enfrenta o Pyramids FC para também tentar faturar a Copa Challenger, em Al Rayyan, no Catar. A bola irá rolar às 13h (de Manaus). Além do troféu, o vencedor também concorre a outro grande prêmio: uma vaga na final da Copa Intercontinental contra o Paris Saint-Germain, que será realizada em 17 de dezembro.
O Flamengo vai para sua segunda partida no Catar, depois do triunfo sobre o Cruz Azul por 2 a 1 pelo Dérbi das Américas. Isso deu continuidade a um mês extraordinário de conquistas para o gigante carioca, que venceu a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro antes de viajar. A expectativa da partida é pelo retorno do atacante Pedro, que não joga desde o jogo de ida da semifinal da Libertadores. Além de uma luxação no braço, ele sentiu a coxa esquerda ao voltar aos treinos no mês passado. Nesta quinta-feira, o jogador fez parte das atividades com o grupo e o técnico Filipe Luís espera que ele possa ter minutos em campo.
“Muito bom ter o Pedro com a gente no campo. Deu para ver que voltou com confiança, alegria e vontade que estava antes da lesão do braço. Nosso planejamento para ele depende da evolução dele dia a dia. Nesse treino de hoje vamos decidir se ele pode ter minutos ou não amanhã. Minha expectativa é que ele tenha minutos”, disse o técnico do Flamengo durante coletiva.
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E não é apenas a escalação de Pedro que traz incertezas ao técnico Filipe Luís. Por conta da quantidade de jogos acumulados ao longo da temporada, mais viagens e tempo curto de preparação, ele adiantou que pode mudar algumas peças de acordo com a condição física e a recuperação dos jogadores. “Não posso adiantar nada para vocês. Temos o dia de hoje e parte do dia de amanhã para decidir em função da recuperação dos jogadores. Tem jogadores com mais de 30, 33 anos. A recuperação depois de três dias não é completa. Nosso adversário descansou para jogar esse jogo e nós não. Temos que achar uma equipe competitiva, sólida e fresca”, explicou.
E a preocupação com a parte física vem muito de um trunfo do adversário. Após se debruçar nos estudos sobre o Pyramids, Filipe Luís comentou sobre a força física dos jogadores do time egípcio. “Pelo que pude analisar, é um time que se defende muito bem, que entende muito bem coberturas, a marcação das linhas. O Al Ahli, que é um dos times mais bem trabalhados da Arábia, sofreu muito para tentar entrar no bloco defensivo deles. Teremos que estar muito bem posicionados taticamente no campo, mas o principal é que os jogadores estejam com a criatividade e a ousadia em dia para esse jogo”, disse antes de completar.
“Estudei muito ontem e hoje sobre o Pyramids. É um time muito bem organizado, com um treinador que conhece muito bem o modelo de futebol. Eles defendem muito forte, são jogadores fortes fisicamente. É muito difícil entrar entre as linhas. Nós vimos contra a Al Ahli como difícil foi entrar entre as linhas e criar chances. Então, esperamos um jogo muito difícil. E eu sei muito sobre o futebol egípcio, porque eu joguei com o Salah, no Chelsea, muito bom jogador (risos). Mas, primeiro de tudo, eu acho que a parte que me faz olhar mais é o físico dos jogadores. Eles são muito fortes, eles podem correr muito tempo, eles nunca ficam cansados. É por isso que é muito difícil ganhar as partidas”.
Um clube em ascensão
Fundado há menos de uma década, o Pyramids, campeão africano, também chega em boa fase, ocupando a segunda posição no Campeonato Egípcio com apenas uma derrota em seus primeiros 12 jogos. O técnico Krunoslav Jurcic convocou um elenco forte para a competição, liderado por Ahmed El Shenawy, Mohamed Hamdy, Mohanad Lasheen e Mostafa Fathi. Após uma ótima atuação na vitória por 3 a 1 sobre o Al Ahli em Jidá, pela Copa África-Ásia-Pacífico, o emergente time sabe que pode competir no mais alto nível.
Na véspera dessa partida, o técnico Krunoslav Jurcic disse à FIFA que a ascensão do clube pode ser considerada dramática e, de certa forma, inesperada. “Para nós, ganhar o título continental foi uma surpresa, na verdade, eu diria um milagre para as pessoas na África, porque somos um time muito jovem”, começou a explicar. “ O clube existe há apenas oito anos e nunca foi campeão do Egito. No ano passado, foi apenas a segunda vez que jogamos a Liga dos Campeões da África e vencemos.” Para chegar à Copa Intercontinental, o Pyramids venceu o Mamelodi Sunwowns, da África do Sul, na final continental - lembrando que os sul-africanos foram um dos participantes do Mundial de Clubes da FIFA neste ano. Desafiar adversários de muito mais tradição parece ter sido algo trivial até para o emergente time egípcio.
“Apesar de sermos um clube tão jovem, qualquer pessoa que assistiu às partidas não pode negar que merecíamos, pois jogamos em um nível muito alto. Mostramos que, com bons jogadores, trabalho duro e futebol de qualidade, esse sucesso é possível, embora tenha sido uma surpresa, com certeza, para o povo da África”, disse o treinador. Para enfrentar o Flamengo na semifinal da Copa Intercontinental, o Pyramids já venceu dois jogos. Tudo começou com o triunfo sobre o Auckland City. Depois, eles mostraram sua força ao derrubar o gigante saudita Al Ahli por 3 a 1, faturando a Copa África-Ásia-Oceania da FIFA no final de setembro.

Fotos: Reprodução/Google
Eles fizeram isso fora de casa, num caldeirão armado no Estádio King Abdullah Sports City, em Jidá, diante de 50.000 torcedores e com uma atuação brilhante de Fiston Mayele, que marcou os três gols. O atacante da República Democrática do Congo faz parte de um elenco que inclui estrelas como Ahmed El Shenawy, Mohamed Hamdy, Mohanad Lasheen e Mostafa Fathi. Com jogadores talentosos em todos os setores, além de boa forma física e confiança, Jurcic está confiante de que o Pyramids pode superar o Flamengo.
“Assistimos ao jogo entre Flamengo e Cruz Azul e, como acompanho o futebol mundial, conheço bastante o clube, que talvez seja um dos maiores, se não o maior, time do Brasil, com muitos jogadores de altíssima qualidade. Eles mostraram que podem mudar o jogo e têm opções no banco de reservas e, embora os respeitemos, ao mesmo tempo conheço a qualidade da minha equipe e espero um jogo muito difícil.”Após uma ascensão tão dramática, desde o surgimento da identidade do Pyramids FC em 2018, passando pela glória continental e agora uma ótima campanha no cenário global, Jurcic sabe que, de certa forma, eles podem competir livres do peso da expectativa externa e o ex-técnico do Dinamo Zagreb está determinado a continuar desafiando as probabilidades, estando a apenas duas partidas de completar o que pode ser uma conquista histórica.
“Quando cheguei ao Pyramids, em sete temporadas, eles não haviam conquistado nenhum título importante e agora, nesta última temporada, ganhamos quatro troféus e transformamos o clube da noite para o dia, com um grupo de jogadores confiantes e com o apoio da diretoria”, disse. “Estou muito orgulhoso de fazer parte de uma competição tão importante como esta, uma competição de elite com os maiores clubes do mundo. Tivemos uma excelente temporada na África, conquistando a Liga dos Campeões, e agora viemos ao Catar para jogar a semifinal e, com sorte, a final.”
Fonte: com informações Acrítica
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