Agência retirou a discussão do fim das bulas em tipos de medicamentos específicos no final de junho, mas deve retomar a pauta esta semana
Com letras miúdas e papel dobradinho, as bulas de papel são parte tradicional dos medicamentos. Basta abrir uma caixa para encontrar o documento, que traz informações importantes sobre como utilizar o remédio, efeitos colaterais e interações medicamentosas, entre outros dados essenciais.
Porém, em um Brasil cada vez mais conectado, onde cada pessoa tem 1,7 celulares, de acordo com a FGV, será que faz sentido continuar com as bulas impressas ou seria melhor migrar para uma versão digital, que pode ser atualizada facilmente e incluir até vídeos e áudios? Será que essa modernidade seria acessível para toda a população, inclusive idosos, que são os maiores usuários de medicamentos?
A proposta é colocar um QR Code nas embalagens, a exemplo do que já é feito com alguns medicamentos de uso sem prescrição médica e que são vendidos sem caixa, como analgésicos ou antigripais. Bastaria apontar a câmera do celular para ter acesso ao texto atualizado e outras mídias com informações sobre a medicação.A discussão é complexa, mas parece estar próxima de uma solução. Depois de uma consulta pública, os diretores da Anvisa deveriam ter votado pelo fim ou não das bulas físicas em amostras grátis e medicamentos destinados ao uso hospitalar em 26 de junho — na prática, seria o primeiro passo em direção à extinção das bulas físicas em outros tipos de remédios.
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O assunto foi retirado da pauta em cima da hora, depois de o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) se posicionou contra a proposta. A indústria farmacêutica é a favor.A Anvisa deve votar o fim das bulas físicas para essas classes de medicamentos na próxima quarta, 10/7. Em nota enviada ao Metrópoles, a agência explica que o tema foi retirado de pauta pelo relator para avaliações adicionais, e que será retomado na próxima reunião da Diretoria Colegiada.
O consumidor precisa da bula física?
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Fotos: Reprodução/Google
Para o Idec, as bulas digitais não são vilãs, mas deveriam ser consideradas como um complemento à versão impressa. “Consideramos uma boa via para complementar o acesso à informação, mas não deve ser a única opção”, explica a pesquisadora do programa de saúde do Idec, Marina Magalhães.
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Ela aponta informações de uma pesquisa do instituto de 2021, que mostrou que o acesso à internet ainda é muito limitado na população brasileira, principalmente para as pessoas mais pobres, que não têm a conectividade adequada nem para acessar serviços públicos.Porém, para além da dificuldade de acesso à internet de parte da população, Marina critica a maneira como a Anvisa tem conduzido a discussão. A pesquisadora conta que foram dispensadas análises de impacto regulatório, e evidências (como o estudo de acesso à internet).
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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