30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 20/05/2024

Figueira centenária de Florianópolis não é brasileira, revela pesquisa genética

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Foto: Tiago Ghizoni/NSC

Figueira da Praça XV é um dos principais cartões-postais da Capital de Santa Catarina. Ela foi identificada por pesquisadores da UFSC como sendo da espécie Ficus microcarpa.

Uma descoberta surpreendente mudou a percepção sobre um dos símbolos mais icônicos de Florianópolis. A centenária figueira da Praça XV de Novembro, mencionada no hino do município e conhecida por sua majestade e história, não é originária do Brasil. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) confirmaram que a árvore é nativa de uma região entre a Ásia tropical e a Austrália, pertencente à espécie Ficus microcarpa.

 

A pesquisa, liderada pelo professor de biotecnologia Valdir Stefenon, utilizou sequenciamento genético para desvendar a verdadeira origem da figueira. "Esta descoberta resgata uma parte importante da história da cidade, mostrando a conexão intrínseca entre ciência, história e cultura", afirma Stefenon.

 

A figueira, plantada por volta de 1870 e transplantada para a praça em 1891, sempre foi um ponto de encontro e celebração para os moradores. O processo de identificação envolveu a coleta de amostras contendo genomas de cloroplastos das folhas da árvore. Estas amostras foram analisadas com tecnologia avançada que revelou seu DNA, permitindo a comparação com um extenso banco de dados global de espécies.

 

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Foto: Tiago Ghizoni

 

“O sequenciamento do DNA envolve a identificação de milhares de bases que compõem os fragmentos genéticos, ordenando-os como um quebra-cabeças”, explica o professor. A análise incluiu genomas nuclear, do cloroplasto e das mitocôndrias, cada um com suas funções específicas: o nuclear presente em todas as células, o cloroplasto responsável pela fotossíntese e a cor verde das folhas, e a mitocôndria que transforma o açúcar em energia.

 

Além dessa descoberta, a equipe está desenvolvendo uma pesquisa para clonar a figueira, utilizando filamentos novos para perpetuar suas características genéticas. “Conseguimos estabelecer dois clones no laboratório, que ainda estão pequenos”, revela Stefenon.

 

Para garantir a longevidade da árvore, estão sendo realizadas ações de diagnóstico fitossanitário e nutrição, com conclusão prevista para o primeiro semestre deste ano. A figueira enfrenta desafios devido à poluição e à urbanização, mas está saudável e, com os tratamentos realizados, deve continuar sendo um símbolo imponente na Praça XV por muitos anos.

 

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Essa pesquisa não apenas revela um aspecto desconhecido da figueira, mas também reforça a importância da ciência na preservação da história e cultura local. A figueira da Praça XV de Novembro continua a ser um elo vivo entre o passado e o presente, agora com uma história ainda mais rica e intrigante para contar.

 

Fonte: com informações do G1

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