Com programação marcada para os dias 4 a 7 de junho,
Encontro, celebração, resistência. Tais palavras sintetizam a essência do Festival Saberes da Floresta, evento que promove a integração entre comunidades tradicionais, pesquisadores, artistas e defensores do meio ambiente, às margens da BR-319, no município de Careiro Castanho, a 123 km de Manaus.
Com programação marcada para os dias 4 a 7 de junho, o festival celebra os modos de vida das populações ribeirinhas, indígenas e extrativistas da Amazônia, promovendo não apenas o fortalecimento cultural, mas também o diálogo sobre preservação ambiental, políticas públicas e alternativas sustentáveis.
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O evento aposta no poder do encontro para preservar e compartilhar os conhecimentos ancestrais que resistem há séculos na floresta. Oficinas de bioeconomia, medicina tradicional, artesanato, culinária regional e manejo sustentável fazem parte da agenda, além de rodas de conversa com lideranças locais e especialistas em temas socioambientais.
A programação inclui ainda exposições, feiras de produtos da sociobiodiversidade, apresentações artísticas, cantorias e intervenções culturais que evidenciam a riqueza da Amazônia viva e habitada.
Cultura como resistência
A realização do festival na região da BR-319 – uma estrada historicamente polêmica por seu potencial impacto ambiental – reforça a importância de dar visibilidade às vozes que vivem e cuidam da floresta. Ao reunir diferentes saberes, o evento também funciona como espaço de articulação política e social, questionando modelos de desenvolvimento que não consideram os modos de vida amazônicos.
“O Festival Saberes da Floresta é um ato de resistência e também de amor à Amazônia. É um momento para ouvir quem conhece a floresta por dentro, para valorizar saberes que não cabem em livros, mas que sustentam ecossistemas inteiros”, afirma um dos organizadores do evento.
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Fotos: Reprodução
Além da celebração, o festival busca gerar impacto positivo direto nas comunidades locais. A expectativa é de que o evento contribua para a circulação de renda, incentivo à produção artesanal e fortalecimento de redes colaborativas entre diferentes atores sociais, como universidades, movimentos sociais, coletivos culturais e organizações não governamentais.
A realização do festival às vésperas da COP30, que acontecerá em Belém em novembro, reforça a urgência de colocar a Amazônia no centro do debate global sobre justiça climática e transição ecológica. A iniciativa reafirma que desenvolvimento sustentável não se faz sem a escuta ativa de quem protege a floresta há gerações.
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