08 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
manchete - 09/05/2026

FEMINICÍDIOS DISPARAM EM 2026 E BRASIL VIVE O TRIMESTRE MAIS LETAL DA HISTÓRIA RECENTE

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

O número representa um aumento de 7,55% em relação ao mesmo período de 2025 e reforça uma tendência preocupante de crescimento da violência de gênero no país.

O Brasil iniciou 2026 sob um alerta vermelho. Dados preliminares divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que o país registrou 399 feminicídios entre janeiro e março, configurando o trimestre mais letal dos últimos anos. O número representa um aumento de 7,55% em relação ao mesmo período de 2025 e reforça uma tendência preocupante de crescimento da violência de gênero no país.

 

Escalada da violência em números 


A distribuição dos casos ao longo do trimestre revela a gravidade do cenário:

 

• Janeiro: 142 casos;
• Fevereiro: 123 casos;
• Março: 134 casos.

 

Veja também 

 

Novo relatório da ONU Mulheres destaca autocensura e avanço da violência online contra mulheres jornalistas

ENTRE CONQUISTAS E EXAUSTÃO: O avanço das mulheres no Brasil esbarra no limite do corpo

 

Na prática, isso significa que, em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia no Brasil apenas nos três primeiros meses do ano. Embora os dados ainda sejam considerados preliminares, eles já apontam para um avanço consistente dos feminicídios, fenômeno que especialistas classificam como estrutural e persistente.

 

Tendência que se repete

 

 


O cenário de 2026 não surge isolado. Em 2025, o país já havia registrado o maior número anual de feminicídios dos últimos anos, com 1.470 casos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A continuidade desse crescimento indica que as medidas atuais não têm sido suficientes para conter a violência letal contra mulheres, especialmente em contextos domésticos e familiares.

 

Estados com maior incidência

 


O levantamento aponta que o estado de São Paulo lidera o número absoluto de casos no primeiro trimestre de 2026, com 86 registros e aumento expressivo em relação ao ano anterior. Na sequência aparecem:


• Minas Gerais (42 casos);
• Paraná (33 casos);
• Bahia (25 casos);
• Rio Grande do Sul (24 casos).

 

Os dados evidenciam que o problema não está concentrado em uma única região, mas distribuído em diferentes partes do país.

 

Falhas na prevenção e proteção

 

 


Especialistas apontam que o aumento dos feminicídios está diretamente relacionado a falhas estruturais na proteção às mulheres. Entre os principais fatores estão:


• descumprimento de medidas protetivas;
• falhas na fiscalização de agressores;
• dificuldade de acesso à rede de apoio;
• dependência econômica das vítimas;
• medo de denunciar.

 

O feminicídio, nesses casos, aparece como o desfecho extremo de um ciclo de violência que poderia ter sido interrompido.

 

A urgência de respostas mais eficazes

 



Diante do avanço dos números, cresce a pressão por políticas públicas mais eficazes e integradas. Entre as principais demandas estão:


• ampliação de delegacias especializadas;
• fortalecimento da rede de acolhimento;
• monitoramento rigoroso de agressores;
• investimento em educação preventiva;
• políticas de autonomia econômica para mulheres.


Sem ações estruturais, a tendência é que os números continuem avançando.

 

Posicionamento do Portal Mulher Amazônica

 

 


O Portal Mulher Amazônica
manifesta profunda preocupação diante da escalada dos feminicídios no Brasil. Mais do que estatísticas, cada número representa uma vida interrompida, uma história silenciada pela violência e uma falha coletiva que precisa ser enfrentada. É inadmissível que mulheres continuem sendo assassinadas por serem mulheres. A naturalização da violência de gênero não pode mais ser tolerada.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Fotos: Reprodução/Internet

 

Defendemos que o combate ao feminicídio deve ser tratado como prioridade absoluta, com políticas públicas efetivas, investimento contínuo e responsabilização rigorosa dos agressores. Na região amazônica, onde muitas mulheres enfrentam ainda mais barreiras de acesso à proteção e à justiça, o cenário exige atenção redobrada. Seguiremos utilizando a comunicação como ferramenta de denúncia, conscientização e transformação social. Falar sobre feminicídio é urgente. Silenciar não é uma opção.

 

Fontes:
Ministério da Justiça e Segurança Pública
Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública
Fórum Brasileiro de Segurança Pública
 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.