Ele também se tornou uma das vozes mais consistentes contra a proliferação de apostas esportivas e a exploração de menores nas redes sociais.
Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, é um youtuber e influenciador digital nascido em Londrina em 25 de julho de 1998. Famoso por seu humor ácido, sarcástico e pela autocrítica, aborda temas como solidão, propósito de vida e o valor da autenticidade. Ele também se tornou uma das vozes mais consistentes contra a proliferação de apostas esportivas e a exploração de menores nas redes sociais.
A recusa da proposta milionária
Em maio de 2025, o influenciador digital Felca revelou ter recusado uma proposta de R$ 50 milhões para promover uma casa de apostas em um contrato de três meses. Ele justificou sua decisão dizendo que prioriza suas convicções pessoais e o impacto positivo que seu conteúdo gera, especialmente entre jovens, afirmando:
“Não é só sobre dinheiro… esse tipo de parceria não condiz com o que eu acredito.” Outro veículo também destacou que, mesmo diante dessa cifra impressionante, para Felca “sua imagem, princípios e relação com o público sempre vão falar mais alto”.
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A postura ética e o debate público
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Hytalo Santos é influenciador e Ministério Público (MPPB)
investiga denúncia anterior a fala de Felca contra ele
Felca se tornou uma voz crítica na discussão sobre apostas online. Ele criticou influenciadores que promovem esse tipo de plataforma, alegando que muitos não percebem os riscos envolvidos e que, às vezes, aceitam dinheiro sem consciência dos efeitos sociais. Além disso, após a repercussão de sua recusa, a senadora Soraya Thronicke o convidou para depor na CPI das Bets, buscando ouvir um contraponto frente às narrativas de outros influenciadores.
O vídeo “Adultização” e a denúncia contra Hytalo Santos
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Em 6 de agosto de 2025, Felca publicou um vídeo intitulado “Adultização”, que viralizou rapidamente, atingindo milhões de visualizações em apenas alguns dias. Nesse conteúdo, ele apresenta uma denúncia contundente contra o influenciador paraibano Hytalo Santos, acusando-o de expor e sexualizar crianças e adolescentes em um formato que, segundo Felca, se configura como exploração — um verdadeiro “circo macabro”.
Entre os casos citados estão:
• Uma jovem que aparece nos vídeos desde os 12 anos, hoje com 17 anos, teve seu perfil no Instagram desativado após a repercussão;
• Um canal envolvendo crianças — “Bel para Meninas” — que já foi alvo de investigação em 2020;
• Outro caso grave, de uma garota cujo conteúdo íntimo teria sido comercializado pela própria mãe em plataformas +18 — identificado como Caroliny Dreher — que teria sido afastada da mãe por decisões judiciais e passou a morar com a avó.
Redes sociais, algoritmos e denúncia de pedofilia
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Felca também destacou como os algoritmos das redes sociais contribuem para expandir o problema: ao curtir conteúdos infantis por meio de uma conta falsa, ele passou a receber recomendações que direcionavam a grupos e perfis vinculados à pornografia infantil. Ele denunciou ainda que muitos perfis infantis estão sendo usados como ponto de entrada para criminosos trocarem conteúdo ilegal e que as plataformas não oferecem mecanismos eficazes de moderação, dificultando a proteção dos menores.
Ações judiciais e compromisso com a causa
No final do vídeo, Felca anunciou ter processado 233 perfis no X (antigo Twitter) que o acusaram indevidamente de pedofilia por conta da investigação. Em vez de buscar litígio, ofereceu um acordo: doação de R$ 250 a instituições de proteção infantil e um pedido público de desculpas, como forma de reparar a difamação. Ele também se comprometeu a doar toda a renda gerada pelo vídeo para entidades que combatem a exploração infantil.
Impacto social e repercussão
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Fotos: Reprodução/Google
A denúncia repercutiu fortemente: perfís como o de Hytalo foram desativados, e autoridades e influenciadores se posicionaram. O deputado Nikolas Ferreira e Felipe Neto repercutiram a denúncia, enquanto a deputada Érika Hilton manifestou apoio e disse ter acionado a Polícia Federal e a Justiça para aprofundar as apurações. Ministeriais como o Ministério Público da Paraíba e conselhos tutelares já iniciaram investigações formais sobre os casos expostos.
Orgulho da geração Z que enxerga com empatia
Nós, do Portal Mulher Amazônica ela Podcast, temos orgulho de ter na geração Z alguém como Felca — um jovem que vê a humanidade com olhos humanos, se recusa a se vender e, mais que isso, está disposto a lutar por justiça e dignidade. Felca não apenas denunciou uma questão incômoda: ele enfrentou o sistema.
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