Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, a atual situação do polo é ?animadora? e motivada também pela segurança jurídica garantida por iniciativas como a Reforma Tributária.
O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou um crescimento expressivo no faturamento no primeiro semestre dos últimos cinco anos. Em 2025, esse valor chegou a R$ 110,80 bilhões, 123,8% maior que em 2020, quando alcançou R$ 46,49 bilhões. Os dados são da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Os números mostram um avanço contínuo: além de 2020 (quando o período analisado foi de janeiro a agosto), em 2021, o faturamento subiu para R$ 74,12 bilhões; em 2022, foi de R$ 83,93 bilhões; em 2023, o valor chegou a R$ 86,51 bilhões; e em 2024, foi de R$ 97,13 bilhões. Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, a atual situação do polo é “animadora” e motivada também pela segurança jurídica garantida por iniciativas como a Reforma Tributária.
“Nós estamos em franco crescimento. Apesar de todas as crises, nós estamos consolidados como um polo industrial com a capacidade de mão de obra altamente qualificada e com a segurança jurídica que durante toda a história da Zona Franca de Manaus nos faltou, mas, agora, foi resolvida de forma perene com a prorrogação, até 2073, das nossas vantagens comparativas e também a partir da Reforma Tributária“, declarou Bosco Saraiva.
Veja também

Indústria de Alimentação no Amazonas cobra solução para BR-319 e alerta para custos logísticos
Indústria cresce 1,8% e setor automotivo abre quase 13 mil vagas
Vagas de trabalho
.jpg)
Serafim Corrêa é secretário de Desenvolvimento,
Ciência, Tecnologia e Inovação
Outro resultado positivo do PIM foi relacionado à empregabilidade. Em junho de 2025, foram gerados 131.464 trabalhadores diretos, entre efetivos, temporários e terceirizados, o que indica um crescimento de 6,82% na comparação com junho de 2024 (123.073 trabalhadores) e de 0,77% em relação a maio deste ano (130.462 trabalhadores).
Para o secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, Serafim Corrêa, os recordes de faturamento e, consequentemente, de geração de empregos, são reflexos da economia aquecida no País, considerando que o principal mercado da Zona Franca de Manaus (ZFM) é o nacional.
“A economia do Brasil está aquecida. Por consequência, como a Zona Franca de Manaus é voltada para o mercado interno, automaticamente isso reflete aqui, sim. E esperamos que no segundo semestre seja melhor do que no primeiro ainda“, afirmou Serafim Corrêa, acrescentando que os números são acompanhados com “muita alegria” pelo governo do Estado.
Segmentos e produtos

Fotos: Reprodução/Google
De acordo com a Suframa, o crescimento do faturamento global do PIM no primeiro semestre deste ano foi impulsionado pela contribuição de diversos subsetores, com destaque para Bens de Informática (participação de 21,81%), Duas Rodas (20,12%) e Eletroeletrônico (16,3%).
O período em questão foi marcado também pelo crescimento de outros segmentos, como o setor de Vestuário e Calçados, que apresentou um aumento de 50,35% no faturamento, e o segmento Madeireiro, que cresceu 33,43%.
Fonte: com informações Cenarium
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.