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Política - 17/09/2022

Exército admite não conseguir fiscalizar armas, mas quer fiscalizar urnas

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Foto: Reprodução / AFP/Arquivos

O presidente Jair Bolsonaro questiona a confiabilidade da urna eletrônica, vigente desde 1996, apesar da falta de falhas comprovadas

Por Ricardo Kertzman - Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, dentre os males diversos e longínquos que deixará como herança – esta, sim, verdadeiramente maldita! – para o Brasil, conseguirá armar “como nunca antes na história deste paíff” (diria aquele conhecido meliante de São Bernardo) os cidadãos e todos os tipos de criminosos, inclusive traficantes e assassinos, de Banânia.

 
A cada dia somos “brindados” com assassinatos banais de cunho político, religioso, sexual, enfim, cometidos por tais CAC’s (Caçadores, Atiradores e Colecionadores), categoria turbinada assustadoramente pelo bolsonarismo bélico, que permitiu a compra, a posse e o porte de armas indiscriminados, inclusive de grosso calibre como fuzis e carabinas.

 

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A política armamentista inaugurada neste desgoverno não conhece precedentes em nossa história, e o que é pior, com a conivência do Exército brasileiro, outrora responsável – e hoje, confessadamente irresponsável – pela fiscalização, sobretudo pelo rastreio de armas e munições, atualmente inexigível e inexistente por decreto presidencial.

 

O número de armas nas mãos dessa gente, sem qualquer controle (o número e a “gente”), saltou de 300 mil para mais de 1.1 milhão desde a posse do amigão do Queiroz em janeiro de 2019. Como dito acima, um decreto eliminou a necessidade de rastreio, e hoje, dezenas de milhões de unidades de balas de todos os calibres circulam livremente por aí.

 

 

Questionado pela Folha de São Paulo, amparada na Lei de Acesso à Informação, o Exército reconheceu ao Jornal que não faz a menor ideia de “como, onde ou por quê?” se encontra a situação no País, e mais, disse não poder disponibilizar 12 homens – sim, doze!! – durante 180 dias, para conhecer e catalogar o arsenal em poder dos Rambos brasucas.

 

 

Por óbvio, é uma mentira, uma desculpa esfarrapada, pois estamos falando não de 12 mil, mas de 12 (uma dúzia) de militares. Poderia, inclusive, ser aqueles que usam e abusam dos Viagras superfaturados ou das próteses penianas de última geração, custeadas com a grana do contribuinte otário, ou seja, uma potencial vítima de um CAC do bolsonarismo.

 

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Fotos: Divulgação

 

Eis a triste e chocante realidade do Brasil de Bolsonaro, o patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias, compradas com panetones e em dinheiro vivo: o Exército não tem 12 milicos para fiscalizar armas e munições e garantir a nossa segurança, mas quer, ou melhor, exige fiscalizar as urnas eletrônicas nas eleições de outubro. Então, tá, então. 


Fonte: Revista IstoÉ

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