Também chamados de 'forças especiais' (FE), kids pretos são militares da ativa ou da reserva do Exército, ligados a operações especiais. Marcelo Câmara, Rafael Martins, Braga Netto e Augusto Heleno estão entre nomes; veja lista.
Militares e auxiliares do entorno mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocaram reuniões com militares "kids pretos" também chamados de "forças especiais" (FE) para atuarem em atos antidemocráticos, ajudando os golpistas.
É o que apontam as investigações da Polícia Federal (PF), que deflagrou na quinta-feira, 8/2, uma operação contra o ex-presidente, seus ex-assessores e ex-ministros.Segundo fontes da investigação ouvidas pela TV Globo, dos 22 alvos, pelo menos oito são kids pretos:
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Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército;
Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros, major do Exército.
Kids pretos são militares da ativa ou da reserva do Exército, especialistas em operações especiais. Eles são treinados para participar de missões com alto grau de risco e sigilo. O trabalho inclui operações de guerra irregular — terrorismo, guerrilha, insurreição, movimentos de resistência, insurgência.
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Fotos: Reprodução/Google
Além disso, os kids pretos são preparados para situações que envolvem sabotagem, operações de inteligência, planejamento de fugas e evasões. Segundo o Exército, atualmente o grupo tem um efetivo aproximado de 2,5 mil militares.
Conforme documento divulgado pela PF, o entorno de Bolsonaro discutiu com o ex-presidente medidas antidemocráticas para reverter o resultado das eleições de 2022, incluindo o "emprego de técnicas e militares com formação em Forças Especiais [kids pretos] para os atos direcionados à execução do golpe de Estado".
Ainda segundo a PF, reuniões eram feitas por integrantes do governo e militares da ativa para:
Encaminhar orientações aos manifestantes de como agirem;
Mostrar locais de atuação;
Financiar e respaldar ações dos manifestantes, por meio da Forças Armadas."Os fatos identificados indicam, ainda, a possível arregimentação de militares com formação em forças especiais para atuarem no cenário de interesse, ou seja, nas manifestações golpistas", destaca o documento.
Fonte: com informações do Portal G1
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