Na próxima segunda-feira, 7/11, o ex-prefeito do município de Novo Aripuanã Hilton Laborda Pinto, o “Peixoto”; e os seus irmãos, Olímpio Laborda Pinto, o “Netinho”; e Antônio Péricles Laborda Pinto, o “Peco” irão a julgamento no Tribunal do Júri pela morte de Adiel Meira de Santana.
O crime ocorreu em 28 de agosto de 2002, por volta das 22h30, na Praça de Alimentação do bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus, Adiel Meira Santana, ao estacionar seu carro, recebeu vários tiros disparados de dentro de um táxi. Na época, a vítima era prefeito de Novo Aripuanã, município localizado a 227 quilômetros de Manaus, e o acusado Hilton Laborda Pinto era o vice-prefeito, ambos responsáveis pela administração do Município pelo período de 2001 a 2004. Adiel morreu no local.
Além dos três irmãos Laborda Pinto, serão julgados pelo mesmo crime Luiz Otávio Rodrigues Pereira, Raimundo Erasmo Alecrim Ribeiro, e Francisco das Chagas de Oliveira, o “Chaguinha”.
Veja também

Defensoria Pública inaugura sede própria em Coari
Seca no Amazonas: oito municípios seguem em situação de emergência
.jpg)
Foto: Reprodução
Um oitavo acusado de participação no crime, Edmundo Barbalho Pinto Júnior, o “Pinto Júnior” morreu no decorrer da Ação Penal e teve extinta a punibilidade pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, onde o processo tramita.
A sessão de julgamento será presidida pela juíza de Direito Ana Paula de Medeiros Braga Bussulo. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) será representado pelas promotoras de Justiça Márcia Cristina de Lima Oliveira e Lilian Nara Pinheiro de Almeida.
Os advogados Eguinaldo Moura e Camila Almeida farão a defesa de Francisco das Chagas; Anielo Aufiero vai tratar da defesa dos irmãos Hilton, Antônio e Olímpio; já a defesa de Luiz Otávio Sileno e Raimundo ficará por conta de defensores públicos que não tiveram os seus nomes divulgados.
O processo, iniciado em 2002, tem mais de 8,3 mil páginas, e ao longo do período de tramitação, em razão do número de réus, registrou inúmeros recursos, sendo que um dos acusados – Sileno da Silva Araújo – encontrava-se foragido.
O Crime
O motivo do crime seria uma suposta desavença entre Hilton Laborda e Adiel Santana, e até mesmo um “possível sentimento de vingança”. Nos depoimentos, testemunhas teriam indicado alguns prováveis motivos, dentre eles, os períodos em que Laborda assumia a Prefeitura de Novo Aripuanã, em função do afastamento de Santana, e nessas ocasiões ele teria manipulado verbas públicas, além de supostamente ter forjado mais de 500 passagens para o barco-recreio do seu irmão, Olímpio Laborda Pinto, que também figura como um dos réus nesse processo, e ainda “acobertado” as contas da Prefeitura com notas fiscais frias do comércio local. “Por tais circunstâncias, relatam (as testemunhas) que a vítima Adiel desativou o gabinete do réu Hilton, proibindo este de fazer qualquer compra na cidade, bem como suspendendo o pagamento da sua remuneração”, de acordo com trecho da sentença, fundamentada em 19 páginas.
Outro suposto motivo teria sido um roubo na Prefeitura de Novo Aripuanã no valor de R$ 85 mil, tendo como principal suspeito Olímpio Laborda Pinto, que chegou a ser preso na época. Nas informações contidas nas provas testemunhais, depois desse roubo, a vítima teria cortado todos os benefícios que concedia à família do vice-prefeito.
No dia do enterro da vítima, testemunhas também afirmaram que Hilton Laborda, Edmundo Barbalho Pinto Júnior e Olímpio Laborda Pinto, estariam bebendo cerveja em um hotel na cidade de Novo Aripuanã e que Laborda teria comentado, em tom de comemoração, que teria pago a quantia de R$ 500 mil para matarem Adiel.
Em depoimento, prestado por Francisco das Chagas de Oliveira, ele narrou de maneira detalhada “toda a dinâmica do crime”, confessando que foi o executor a mando de Hilton Laborda e Antônio Péricles Laborda Pinto.
“O lastro conteúdo probatório demonstra a presença de indícios de autoria com relação aos réus Edmundo Barbalho Pinto Júnior, Olímpio Laborda Pinto, Hilton Laborda Pinto e Antônio Péricles Laborda Pinto. No que diz respeito ao acusado Francisco das Chagas de Oliveira, vulgo Chaguinha, o réu confessou espontaneamente a prática delitiva em Juízo, transcrevendo toda a cena do crime, afirmando que efetuou os disparos contra a vítima, os quais resultaram no seu óbito”
Fonte: Com informações do Portal do Zacarias
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.