01 de Maio de 2026

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Diversidade - 01/05/2026

Estudo sugere que lésbicas tem maior risco a vaginose bacteriana

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Foto: Reprodução/Google

A Unesp divulgou detalhes da pesquisa que aponta que algumas mulheres podem apresentar uma microbiota vaginal fora de equilíbrio

Um artigo publicado recentemente em uma revista científica apontou que as mulheres que se relacionam sexualmente com outras mulheres, podem acabar desenvolvendo uma microbiota vaginal fora de equilíbrio quando comparadas àquelas que se envolvem exclusivamente com homens. O estudo apontou que, essas diferenças indicam riscos altos para a saúde sexual e reprodutiva e reforçam ainda mais a necessidade de um acompanhamento regular de saúde.

 

Os resultados dessa pesquisa são parte de um projeto que vem senho realizado há mais de 12 anos, por pesquisadoras do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp (FMB), em parceria com o Departamento de Patologia Básica da Universidade Federal do Paraná. O estudo é intitulado como "cuidando da saúde da mulher que faz sexo com outra mulher", com apoio do Centro de Saúde Escola (CSE), unidade auxiliar da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu.

 

No estudo, foram coletados amostras vaginais de 109 participantes. Dentro dessas amostras: metade foram de mulheres que tiveram realações sexuais apenas com mulheres (54), e outra parte de mulheres que tiveram relações sexuais apenas com homens (55). Além disso, 90% das voluntárias estavam abaixo dos 40 anos de idade, e em grupos homogêneos que incluía etnia, renda familiar e outros fatores.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

 

Durante o processo de pesquista, as cientistas envolvidas no estudo utilizaram o sequenciamento do gene do RNA ribossômico 16S (rRNA), método padrão-outro para identificar e diferenciar bactérias. Existem vários estidos ainda, que utilizam essa ferramenta molecular para avaliar a microbiota vaginal, mas poucos se concentraram no grupo específico de mulheres que fazem sexo com outras mulheres. Quando se leva em conta o grupo que relatou um envolvimento exclusivamente feminino, o número de estudos é ainda menor.

 

O material coletado não evidenciou diferenças significativas na incidência de ISTs, como HPV, HIV, clamídia e candidíases vaginais, entre os dois grupos. Mesmo assim, por outro lado, pesquisadoras constataram que em cerca de 40% das mulheres que se relacionam com outras mulheres, desenvolvem um problema chamado vaginose bacteriana, caracterizado pelo desequilíbro da microbiota vaginal. Por outro lado, no grupo de mulheres que se relacionam com homens, o percentual de pessoas afetadas foi de apenas 14%.

 

Avaliação feita após o estudo revela resultado

 

 
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Mariana Alice de Oliveira Ignácio, enfermeira e pesquisadora da Unesp, uma das autoras do artigo, explicou que uma microbiota vaginal, considerada saúdavel, em geral apresenta predominância dos Lactobacillus sp. Essas bactérias são consideradas benéficas, produtoras de peróxido de hidrogênio, que inibem patógenos e auxiliam na prevenção de infecções. "Quando fatores causam o desbalanço dessa microbiota e a queda ou até a exitinção desses lactobacilos, podem ocorrer prejuízos para a saúde sexual e reprodutiva da mulher", pontuou. 

 

Fonte: com informações iG

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