04 de Maio de 2026

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Mulher em pauta - 28/05/2025

Estudo inédito mostra evolução do trabalho doméstico formal no Brasil

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Foto: Reprodução/Google

De acordo com o estudo, o emprego doméstico formal ainda é predominantemente feminino, mas apresentou uma queda de -19,6%, passando de 1.485.084 para 1.193.718 entre 2015 e 2024

Um estudo inédito sobre a evolução do trabalho doméstico formal no Brasil revelou uma série de mudanças estruturais no setor entre 2015 e 2024, dentre elas a redução de 18,1% no número de vínculos formais e transformações no perfil etário, escolaridade e distribuição geográfica dos trabalhadores. Os dados, disponíveis no Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial Doméstico), foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no último dia 15.

 

De acordo com o estudo, o emprego doméstico formal ainda é predominantemente feminino, mas apresentou uma queda de -19,6%, passando de 1.485.084 para 1.193.718 entre 2015 e 2024. Enquanto isso, os homens passaram de 155.511 para 149.994, uma redução de apenas -3,5%. Em relação à raça/cor, trabalhadores com vínculos formais que se identificam como “amarelos” tiveram um aumento de 1.988 para 3.545, um crescimento de 73,3%. Por outro lado, as outras categorias de identificação racial apresentaram redução de vínculos.

 

Outro dado apresentado no estudo mostra que houve envelhecimento acelerado da população de trabalhadoras domésticas formais durante o período de análise, na faixa de 50 a 59 anos (10,2%). Um dos fatores para este resultado está na redução de trabalhadoras nas faixas etárias de 18 a 24 anos (-23,9%), 25 a 29 anos (-37,7%) e 30 a 39 anos (-47,3%).

 

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Algo importante apontado na pesquisa é que houve diminuição significativa nas trabalhadoras domésticas formais sem instrução e fundamental incompleto, sendo -46,8% e -41,1% respectivamente. Entre 2024, verificou-se que as trabalhadoras domésticas formais com Ensino Médio completo passou de 28,5%, em 2015, para 40,9%.

 

Remuneração

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O estudo mostra também que houve aumento da remuneração média em quase todos Estados, tendo como exceção o Rio de Janeiro (-4,1%). Com maior aumento real na remuneração estão Mato Grosso, Santa Catarina, Tocantins e Mato Grosso do Sul.

 
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Norte

 


Na Região Norte, o Acre destaca-se como o Estado com a maior redução de vínculos empregatícios formais, com -18,1%. Por outro lado, Roraima teve aumento de 13,6%, passando de 1.942 em 2015 para 2.206 em 2024. 

 

Fonte: com informações Cenarium

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