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Meio Ambiente - 29/05/2023

Estudo apoiado pelo Governo do Amazonas identifica bactérias amazônicas com potencial para combater doenças agrícolas em plantações

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Foto: Divulgação: Acervo da pesquisadora Jennifer Salgado, coordenadora do projeto

Com fomento da Fapeam, a pesquisa tem como base bactérias encontradas na microbiota Amazônica

Pesquisa identificou oito diferentes espécies de bactérias que apresentaram atividade inibidora contra o fungo Rhizoctonia solani, causador da podridão-radicular, e conhecido por atacar as raízes de plantas de importância econômica como tomate, soja e feijão. No estudo, também foi possível detectar que, além de combater a doença que afeta os vegetais, as bactérias promoveram o crescimento saudável das plantas, mostrando-se promissoras no controle biológico contra pragas agrícolas. O projeto contou com apoio do Governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

 

As bactérias analisadas apresentaram ação acima de 70% no combate ao fungo in vitro. De acordo com a coordenadora do projeto e doutoranda em biotecnologia, Jennifer Salgado, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), inicialmente, cerca de 50 bactérias foram testadas in vitro contra o fitopatógeno.

 

“As bactérias foram submetidas a testes em mudas de tomateiro, tanto para a avaliação do efeito protetivo contra o fitopatógeno, quanto de promoção de crescimento vegetal em diferentes períodos do ano”, explicou a pesquisadora.

 

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Controle saudável

 

 

Conforme relatou, com os resultados alcançados por meio do estudo, espera-se estar mais próximo do desenvolvimento de um produto ecologicamente sustentável e saudável para o controle biológico de doenças agrícolas, e com baixo risco de manipulação pelo agricultor ao consumidor final.

 

No âmbito do estudo, entre as bactérias mais promissoras no combate ao fungo estão espécies do gênero Streptomyces, Alcaligenes, Priestia e Bacillus.

 

O uso de microrganismos no combate a doenças que afetam o cultivo de diversas plantas, utilizadas na alimentação humana, assegura que o produto consumido seja puro e sem contaminação de defensivos agrícolas tóxicos ou produtos químicos.

 

Desenvolvimento científico

 

 

O estudo tem como base a riqueza de bactérias encontradas na microbiota Amazônica. "É interessante o desenvolvimento de biocontrole com microrganismos da própria região que, além de já adaptados ao clima, também entram em equilíbrio com a microbiota natural do solo”, relatou a pesquisadora.

 

Trabalho

 

Fotos: Divulgação

 

Denominado “Caracterização funcional e Controle biológico de fitopatógenos de importância agrícola com base em bactérias do Rio Negro e Solimões”, o projeto, já concluído, contou com a participação de pesquisadores das áreas de química, biologia molecular, agronomia, microbiologia e estatística.

 

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Além da Ufam, participaram do estudo, colaboradores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

 

A pesquisa recebeu fomento da Fapeam, via edital Nº 002/2021 do Programa Amazônidas – “Mulheres e Meninas na Ciência”, que visa promover e incrementar a participação das mulheres em projetos de pesquisa, como uma política pública de Ciência, Tecnologia e Inovação no AM.

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