Durante seu discurso na Cúpula de Líderes da COP30, petista fez referência à crença dos indígenas ianomâmis sobre a queda do céu e o consequente fim do mundo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 6/11, esperar que a COP30 contribua para "empurrar o céu para cima", citando a crença dos indígenas ianomâmis de que os povos indígenas têm a responsabilidade de segurar o céu, e que sua queda representaria a destruição do mundo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 6/11, esperar que a COP30 contribua para "empurrar o céu para cima", citando a crença dos indígenas ianomâmis de que os povos indígenas têm a responsabilidade de segurar o céu, e que sua queda representaria a destruição do mundo.
"Entre os povos indígenas Yanomami, que habitam a Amazônia, existe a crença de que cabe aos seres humanos sustentar o céu, para que ele não caia sobre a Terra. Essa perspectiva dá a medida da nossa responsabilidade perante o planeta, principalmente diante dos mais vulneráveis. Mas também reconhece que o poder de expandir horizontes está em nossas mãos", afirmou Lula em sua fala.
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"Temos que abraçar um novo modelo de desenvolvimento mais justo, resiliente e de baixo carbono. Espero que esta Cúpula contribua para empurrar o céu para cima e ampliar nossa visão para além do que enxergamos hoje", acrescentou.
A Queda do Céu

Fotos: Reprodução/Google
O chefe do Executivo fez referência em sua fala aos indígenas ianomâmis, que vivem na Amazônia. A crença ganhou popularidade com o livro A Queda do Céu, publicado em 2010, escrito pelo etnólogo Bruce Albert, com base no relato autobiográfico do líder ianomâmi Davi Kopenawa. Segundo os ianomâmis, se os povos indígenas foram mortos, o céu cairá e trará consigo a destruição do mundo.
A comunidade indígena também sofreu com uma grave crise humanitária entre 2022 e 2023, com casos de fome e doenças, e ainda sofre as consequências do garimpo ilegal na região, apesar das ações do governo federal, desde 2023, para combater os garimpeiros e atender os indígenas.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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