18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 16/06/2025

Especialistas explicam impactos do cansaço materno e como se cuidar

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Foto: Reprodução/Google

O cansaço materno é algo que muitas mulheres vivem. Saiba as consequências e como voltar a ter saúde mental e emocional

A chegada de um bebê sempre traz muitas mudanças e desafios para a vida dos pais. Contudo, na maioria das vezes, as responsabilidades ficam mais nas costas das mães, o que causa diversos problemas, inclusive as famosas noites mal dormidas.

 

A privação de sono nos primeiros meses de vida do bebê, frequentemente encarada como “parte do pacote”, tem efeitos profundos e duradouros na saúde das mães. O que ocorre por conta dessas noites de sono ruins é um esgotamento mental no qual as mães se veem sobrecarregadas, com questões como ansiedade e depressão e mesmo problemas físicos.

 

Para a consultora materno-infantil Eliana Dias, especialista em sono do bebê, esse é um assunto de extrema importância. “Essa história de que isso é normal e vai passar é irreal. Não precisa ser assim e ninguém consegue viver em uma rotina assim, porque é algo que interfere na rotina, no descanso, na concentração, na vida profissional e pessoal”, comenta. Segundo ela, a falta de apoio adequado e a sobrecarga de tarefas contribuem para o agravamento do problema.

 

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Impactos do sono ruim nas mães

 

 

Os impactos do sono fragmentado vão além da fadiga, já que a mãe que não consegue dormir por longos períodos está em constante estado de alerta. A dificuldade para descansar interfere na capacidade de concentração, nas relações afetivas e até na autoestima da mulher.

 

Ela muitas vezes se vê sobrecarregada pela responsabilidade de atender às demandas do bebê sem conseguir encontrar espaço para si. Além disso, com o acúmulo de tarefas, o tempo para o autocuidado desaparece e o cansaço pode se prolongar a ponto de parecer permanente, exigindo atenção e acolhimento adequados.

 

Segundo Fernanda Paiva, especialista em comportamento humano e fundadora do Instituto Diálogos, o cansaço materno é uma questão estrutural que afeta diretamente a saúde mental das mulheres e sua capacidade de estar presente em todas as esferas da vida.

 

 

“Quando falamos sobre privação crônica de sono, estamos diante de um fator de risco para depressão pós-parto e transtorno de ansiedade. O corpo feminino entra em um estado de sobrevivência que compromete funções cognitivas essenciais, como tomada de decisão e regulação emocional. Isso cria um ciclo de exaustão que muitas mulheres normalizam por não terem redes de apoio adequadas e políticas de trabalho corretas”, pontua.

 

Segundo Eliana, esse esgotamento também afeta como a mãe se relaciona com outras pessoas. “É preciso entender que quando um bebê não dorme bem, a mãe também não dorme e isso compromete toda a dinâmica familiar. Cuidar do sono infantil é também uma forma de proteger a saúde mental da mulher”, ressalta.

 

A importância de estabelecer limites

 

Fotos: Reprodução/Google

 

De acordo com a especialista, é preciso acabar com a ideia de que ser uma ‘boa mãe’ significa sacrificar completamente seu bem-estar. Ela explica que é extremamente necessário estabelecer limites saudáveis nesse sentido.

 

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“Quando ajudamos as mães a priorizarem seu descanso sem culpa, estamos promovendo não apenas sua saúde individual, mas também relações familiares mais equilibradas e um ambiente mais afetuoso e respeitoso para os filhos. Por fim, a maternidade não precisa ser sinônimo de cansaço materno”, defende a especialista.

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles 

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