18 de Abril de 2026

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Saúde - 19/02/2026

Especialista alerta para sinais do câncer de próstata

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Foto: ReproduçãoGoogle

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, em 2026, dezenas de milhares de brasileiros devem receber o diagnóstico de câncer de próstata

O câncer de próstata é considerado o tumor maligno mais frequente entre os homens no Brasil, desconsiderando os cânceres de pele não melanoma. A doença costuma se desenvolver de forma lenta e, em muitos casos, apresenta sintomas discretos ou inexistentes nas fases iniciais. Esse caráter silencioso faz com que o diagnóstico precoce dependa, principalmente, da realização regular de exames preventivos. Portanto, quando o homem entende essa característica da doença, ele tende a procurar ajuda médica mais cedo e aumentar as chances de um tratamento bem-sucedido.

 

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, em 2026, dezenas de milhares de brasileiros devem receber o diagnóstico de câncer de próstata. Homens com mais de 60 anos, pessoas negras, indivíduos com obesidade e aqueles com histórico da doença em parentes de primeiro grau compõem o grupo considerado de maior risco. A combinação desses fatores torna o acompanhamento médico contínuo uma prática fundamental. Em suma, quanto mais fatores de risco o homem acumula, maior a necessidade de vigilância, conversas francas com o urologista e exames regulares.

 

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 Quais são os principais sintomas do câncer de próstata?

 


Nos estágios iniciais, o câncer de próstata tende a ser assintomático, o que significa que muitos homens não percebem alterações no dia a dia. Com a progressão do tumor, podem surgir sinais relacionados, sobretudo, ao trato urinário. Entre eles, estão mudanças na forma de urinar, desconfortos na região pélvica e alterações na ejaculação. É comum que esses sintomas sejam confundidos com problemas benignos da próstata, como a hiperplasia prostática benigna. Entretanto, mesmo quando o homem acredita que se trata de algo “simples” ou “da idade”, a orientação médica se mostra essencial para afastar a possibilidade de câncer.

 

Algumas manifestações costumam chamar mais atenção e merecem avaliação médica rápida. Entre os sintomas mais encontrados em pacientes com suspeita de câncer de próstata, destacam-se:

 

 

 

Dificuldade para iniciar ou interromper o ato de urinar;
Diminuição da força ou do volume do jato urinário;
Aumento da frequência urinária, inclusive à noite;
Presença de sangue na urina ou no sêmen;
Dor ou desconforto pélvico persistente;
Dificuldade ou dor ao ejacular.


Em casos mais avançados, quando há metástase óssea, podem surgir dores nos ossos, fraturas sem traumas significativos e perda de peso não intencional. Esses sinais indicam disseminação da doença para outras áreas do corpo e geralmente aparecem em fases mais tardias. Então, diante de qualquer sintoma persistente, o ideal envolve evitar a automedicação e procurar um profissional de saúde, pois o tempo faz grande diferença no prognóstico.

 

Como é feito o rastreamento do câncer de próstata?

 


O rastreamento do câncer de próstata tem como objetivo identificar alterações antes do aparecimento de sintomas intensos. Sociedades médicas e órgãos de saúde recomendam que homens a partir de 50 anos conversem com o urologista sobre os benefícios e riscos dos exames de rotina. Para aqueles com histórico familiar da doença ou pertencentes a grupos de maior risco, essa avaliação costuma ser indicada a partir dos 45 anos. Portanto, a decisão de iniciar o rastreamento deve acontecer de forma individualizada, após um diálogo claro entre médico e paciente. Os dois principais exames utilizados no rastreio são:

 

PSA (Antígeno Prostático Específico): exame de sangue que mede a concentração de uma proteína produzida pela próstata. Valores alterados não significam, obrigatoriamente, câncer, mas funcionam como um sinal de alerta. Em suma, o PSA auxilia na identificação de alterações precoces, porém sempre precisa ser interpretado em conjunto com a avaliação clínica e outros exames Toque retal: exame físico simples e rápido, em que o médico avalia o tamanho, a consistência e a presença de nódulos na próstata. Apesar de cercado por estigmas, continua sendo uma ferramenta importante na avaliação prostática. Então, quando o homem supera o tabu e realiza o exame, ele contribui de forma decisiva para sua própria saúde.


Quando esses exames apontam alterações suspeitas, o especialista pode solicitar exames de imagem e biópsia da próstata, que é o procedimento capaz de confirmar ou descartar o diagnóstico de câncer. O material coletado é analisado em laboratório, permitindo identificar o tipo de tumor e o grau de agressividade. Entretanto, nem todo resultado alterado significa um quadro grave; o urologista avalia todos os dados em conjunto para definir os próximos passos de maneira segura e personalizada.

 

Câncer de próstata é sempre agressivo?

 


O comportamento do câncer de próstata é bastante variável. A maioria dos tumores identificados é classificada como de baixo ou intermediário risco, o que significa crescimento lento e menor probabilidade de disseminação rápida. Em muitos desses casos, o médico pode optar por estratégias como vigilância ativa, com acompanhamento periódico por meio de exames, antes de indicar tratamentos mais invasivos. Portanto, nem sempre o diagnóstico leva imediatamente a cirurgias ou terapias intensivas; muitas vezes, o acompanhamento cuidadoso já se mostra suficiente por determinado período.


Uma parte menor dos casos corresponde aos tumores de alto risco, considerados mais agressivos. Nessas situações, é comum que, no momento do diagnóstico, já exista comprometimento de linfonodos ou metástase para ossos. Em estágios ainda mais avançados, a doença pode alcançar órgãos como fígado, pulmão e, em situações raras, o cérebro. O conhecimento do grau de agressividade orienta a escolha da terapia, que pode incluir cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e outros recursos combinados. Em suma, o plano terapêutico costuma ser desenhado de forma multidisciplinar, envolvendo diferentes especialistas para aumentar as chances de controle da doença.

 

Além do estágio e da classificação do tumor, fatores como idade, presença de outras doenças, expectativa de vida e qualidade de vida esperada influenciam as decisões terapêuticas. A informação clara e o diálogo entre paciente, família e equipe de saúde costumam favorecer escolhas mais adequadas para cada realidade. Então, o envolvimento ativo do paciente nas decisões, com entendimento dos benefícios e possíveis efeitos colaterais, torna o tratamento mais alinhado às prioridades de cada pessoa.

 

Como reduzir o risco e cuidar da saúde da próstata?

 

Fotos: ReproduçãoGoogle


Embora não exista método totalmente eficaz para evitar o câncer de próstata, algumas medidas podem ajudar na redução de riscos e na detecção antecipada. Manter hábitos saudáveis e realizar consultas regulares são atitudes apontadas com frequência por profissionais da área. Portanto, o cuidado diário com o corpo e a mente complementa o acompanhamento médico e fortalece a saúde como um todo

 

Alimentação equilibrada, com maior consumo de frutas, verduras, legumes e menor ingestão de alimentos ultraprocessados;
Prática regular de atividade física, respeitando condições individuais;
Controle do peso corporal, evitando a obesidade;
Redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo;
Consulta periódica com urologista, especialmente após os 50 anos ou mais cedo em grupos de risco.

 

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Ao longo dos últimos anos, campanhas de conscientização, como as ações realizadas em novembro, têm buscado diminuir o tabu em torno do exame de próstata e incentivar a conversa aberta sobre o tema. Em um cenário em que o câncer de próstata segue entre os mais incidentes no país, a combinação de informação, autocuidado e acesso aos serviços de saúde continua sendo uma das principais estratégias para reduzir diagnósticos tardios e melhorar o prognóstico dos casos identificados. Em suma, quando o homem se informa, cuida da alimentação, pratica exercícios e mantém o acompanhamento urológico, ele dá passos concretos para proteger a saúde da próstata e aumentar suas chances de um envelhecimento com mais qualidade de vida.

 

Fonte: Com informações Correio Braziliense 

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