Caso mobilizou tribunais por mais de 600 dias e envolveu disputa familiar na Espanha. Jovem tinha paraplegia e sofrimento crônico reconhecido por médicos.
A espanhola Noelia Castillo, de 25 anos, morreu nesta quinta-feira (26) após passar por uma eutanásia legalmente autorizada. O procedimento foi realizado depois de um longo processo de avaliação médica e disputas judiciais que se estenderam por cerca de 601 dias.
A jovem vivia com paraplegia e dor crônica desde 2022, após uma queda de grande altura, e apresentava um quadro de sofrimento físico e psicológico considerado grave por especialistas. A condição foi avaliada por uma comissão independente, que concluiu que ela atendia aos critérios previstos na legislação espanhola para a eutanásia.
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Disputa familiar levou caso aos tribunais

A autorização para o procedimento não foi imediata. O pai da jovem tentou barrar a decisão judicialmente, sob o argumento de que ela não teria condições psicológicas de decidir sobre a própria morte. A contestação levou o caso a diferentes instâncias da Justiça espanhola, incluindo tribunais superiores e até cortes europeias. Ainda assim, as decisões mantiveram o entendimento de que a jovem atendia aos critérios legais para a eutanásia. Segundo a mídia espanhola, pareceres técnicos indicaram que ela apresentava um quadro clínico irreversível, com dependência funcional importante, dor contínua e sofrimento considerado incapacitante —elementos exigidos pela legislação do país.
Histórico de sofrimento físico e psicológico

Fotos: Reprodução/Google
Além das limitações físicas, o caso reunia um histórico complexo de sofrimento psicológico. Ainda de acordo com a mídia espanhola, antes da lesão que a deixou paraplégica, a jovem já havia passado por episódios de violência e por atendimentos em serviços de saúde mental. Após a lesão, o quadro se agravou com dores persistentes, dificuldades funcionais e impacto significativo na qualidade de vida, segundo relatos publicados pela imprensa europeia.
A combinação de fatores físicos e psíquicos foi considerada no processo de avaliação, que na Espanha leva em conta não apenas doenças terminais, mas também condições crônicas e incapacitantes.
Fonte: com informações G1
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