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Mulher em pauta - 06/09/2023

Esgotadas: 4 em cada 10 mulheres estão insatisfeitas com seu trabalho, mostra pesquisa

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Foto: Reprodução/Google

Levantamento da ONG Think Olga constrói panorama da saúde mental e mostra como a remuneração baixa e sobrecarga profissional estão impactando as brasileiras

Problemas financeiros, jornada de trabalho excessiva, pressão estética, discriminação de gênero e sobrecarga doméstica são algumas das causas de adoecimento mental das brasileiras hoje. 

 

E explicam por que 45% das mulheres receberam um diagnóstico de ansiedade, depressão ou algum tipo de transtorno mental, segundo levantamento da Think Olga, ONG voltada a questões de gênero que realizou um panorama da saúde mental feminina com as perspectivas de 1078 brasileiras com mais de 18 anos.

 

Os âmbitos financeiro e profissional são algumas das áreas de maior incômodo para as mulheres, seja por dívidas, remuneração baixa ou sobrecarga de trabalho. Hoje, 60% querem mudar sua situação financeira e 30% gostariam de mudanças no trabalho. “Este aspecto da vida, o aspecto profissional, é estruturante não apenas da saúde mental, mas também da localização social desta mulher”, diz Maíra Liguori, diretora da Think Olga.

 

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 Principais áreas de insatisfação

 

 

 

A insatisfação com salários baixos e menores que os dos homens impactam a vida e a saúde mental das mulheres. E os índices são ainda piores entre mulheres das classes D e E, jovens (entre 18 e 35 anos), LGBTQIA+ e pretas e pardas. 

 

As mulheres não estão muito satisfeitas em nenhum âmbito da vida atualmente, indicou o estudo. Os maiores índices de satisfação, em torno de 30%, se referem às relações familiares e amorosas. A situação financeira e a conciliação das diferentes áreas da vida têm os piores índices – 14% e 21%, respectivamente. O nível de satisfação com o trabalho ficou em 22% e com a saúde emocional, em 24%.

 

Em relação ao trabalho, elas estão insatisfeitas com:

 

 

 

- remuneração baixa (32%);
- sobrecarga de trabalho doméstico (22%);
- falta de reconhecimento (21%);
- jornada de trabalho excessiva (20%)

 

 

- falta de plano de carreira (19%); 
- pressão e competitividade no ambiente corporativo (14%).
- Além disso, 11% têm medo de serem demitidas. 

 

Outros fatores também pesam na saúde mental das brasileiras:

 

 

 

- situação financeira apertada (48%);
- morte de entes queridos (45%);
- dívidas (36%);
- doenças físicas (33%);
- pressão estética (26%);

 

 

- poucas amizades/amizades tóxicas (25%);
- dependência financeira de terceiros (22%);
- excesso de redes sociais (22%);
- atitudes machistas (21%);
- pressão da família/comunidade (21%);
- falta de parceria do companheiro(a) (19%);

 

- medo de ser mal vista/mal falada (18%);
- problemas amorosos e conjugais (17%);
- problemas/responsabilidades com filhos (16%);
- falta de rede de apoio (16%);
- desemprego do cônjuge/outro parente (10%);
- desemprego (5%).

 

Enquanto uma brasileira recebe, em média, 78% do salário de um homem na mesma função, a desigualdade financeira continua prejudicando a saúde mental feminina. Entre as entrevistadas pela Think Olga, apenas 11% não contribuem financeiramente para pagar as despesas das suas casas e 38% são as principais ou únicas provedoras.

 

Mulheres estão cuidando da saúde mental

 

 

Mais de 90% das mulheres avaliam que o tema da saúde mental deve ser levado a sério e 76% estão dando mais atenção ao assunto, principalmente depois da pandemia. Entre as entrevistadas, apenas 11% afirmam que não cuidam da sua saúde emocional de nenhuma forma.

 

As outras 89% utilizam diferentes formas de manter a saúde mental, entre elas:

 

- atividades físicas (40%)
- religião/espiritualidade (37%)
- tempo com família e amigos (35%)
- cuidado com a alimentação (26%)

 

Fotos: Reprodução/Google

 

- ficar perto da natureza (25%)
- hobbies que impactam o bem-estar (24%)
- terapia/análise (15%)

 
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Para que esse quadro se torne mais positivo, apenas remédios e terapia não são a solução. “As mulheres sozinhas não vão conseguir resolver os problemas sociais que as adoecem. O mais importante é que esta conversa passe a ser uma conversa ampla, com a participação dos homens, das empresas e do poder público”, diz Liguori.

 

Fonte: com informações do Portal Forbes

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