Assembleia Legislativa do Amazonas
No calor do Amazonas, onde a diversidade ecoa nas selvas, uma batalha jurídica fervilha: a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Amazonas (PGJ) enfrenta um desafio direto contra a lei que baniu a linguagem neutra. Sob a égide da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), a PGJ exige a revogação da lei n.º 6.463, erguida em outubro de 2023 pelos corredores do poder.
A legislação, concebida pelos deputados João Luiz (Republicanos) e Débora Menezes (PL), cerrava as portas da linguagem neutra nos domínios públicos e privados. Com 14 votos a favor e apenas quatro contra, a lei encontrou solo firme, mas agora enfrenta uma tempestade de contestações.
O procurador-geral de Justiça arremessa a constitucionalidade no centro do debate, argumentando que a autonomia estadual não pode suplantar as diretrizes federais. A lei, que condena a linguagem neutra e os dialetos não binários, impõe um silêncio forçado em salas de aula e repartições públicas, sem clareza nas punições para os transgressores.
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Foto: Hudson Fonseca/Aleam
Enquanto a batalha jurídica se desenrola, vozes da academia clamam por reflexão. O professor Luiz Antônio Nascimento, da Universidade Federal do Amazonas, ressalta a importância de uma linguagem inclusiva, mas adverte sobre os perigos da exclusão inadvertida durante esse processo de inclusão.
O Procurador Geral do Estado, Alberto Nascimento Júnior, ecoa o descontentamento, citando o Supremo Tribunal Federal (STF) e a recente jurisprudência que desafia tais legislações estaduais.
Especialistas, como o mestre em educação Álvaro Sanchez, ressaltam a complexidade do debate, destacando que a luta pela inclusão não é uniforme nem consensual dentro da própria comunidade LGBTQIAPN+.
Enquanto isso, o gênero neutro, uma tentativa de quebrar as barreiras dos tradicionais binarismos, permanece no centro do debate, desafiando as normas linguísticas estabelecidas e provocando uma reflexão sobre a inclusão e representatividade em uma sociedade em constante transformação.
Fonte: com informações da Revista Cenarium
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