Além disso, as conexões vão se modificando em função da sociabilidade e do tempo.
O conceito de erotismo é muito amplo e causa muitos tabus. Mesmo assim, compreender como o conceito se relaciona com a expressão da sexualidade, com o outro e consigo mesma é fundamental para o bem-estar.
Conheça o significado do erótico com as informações compartilhadas pela sexóloga Cissa Aguiar e pela psicóloga psicanalista Fernanda Cassim.
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O que é erotismo?

Segundo a sexóloga Cissa Aguiar, “o termo ‘erotismo’ vem do grego, derivado do nome de Eros, o deus do amor. A palavra está relacionado à paixão, amor sexual e desejo sensual”. A psicóloga Fernanda Cassim complementa, “é o ato de amar, se apaixonar, se conectar consigo mesmo e com o outro. É a forma mais carnal de conexão com outro ser humano”.
Fernanda explica que “psicologicamente, o erotismo é vivido como a necessidade de relação com outra pessoa. Somos seres sociáveis, não vivemos sozinhos. Conforme crescemos, levamos conosco as primeiras sensações de ternura e cuidado e vamos estabelecendo novas relações para além dos pais e cuidadores”.
Além disso, as conexões vão se modificando em função da sociabilidade e do tempo. Fernanda indica que “na vida adulta, o erotismo se expressa também na relação sexual. Compreendemos que o outro nos olha e toca e que olhamos e tocamos na mesma proporção”.
Dentro dessas conexões, a psicóloga destaca que “nem toda relação sexual é fruto de um amor romântico, mas sempre envolve conexão corporal que estimula as pessoas a lidarem com o outro. Por isso, psicologicamente, o erotismo implica a relação com nosso próprio corpo no jogo de contato com outro, buscando prazer e descarga de tensões”.
Qual a diferença entre erotismo e pornografia?
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Cissa Aguiar inicia a discussão dizendo que “erotismo é tudo aquilo que funciona como um estímulo sexual, enredo ou contexto, sem ter necessariamente cenas de sexo explícito, mas utilizando da imaginação e a fantasia. Enquanto a pornografia é o sexo explícito, o sexo pelo sexo, com cenas filmadas em ângulos próprios para mostrar tudo nos mínimos detalhes”.
“Como sexóloga, incentivo sempre o uso do erotismo, seja através dos contos e poemas eróticos ou de filmes, principalmente para os casais que perderam a conexão sexual e querem reacender essa chama”, afirma. Entretanto, o consumo da pornografia “desestimula a fantasia e a criatividade, cria uma ideia irreal de corpo, nutre padrões sexuais inalcançáveis e pode se tornar um vício”.
O erotismo na literatura
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Fotos: Reprodução/Google
Cissa explica que a literatura erótica “é saudável e pode ser lida em conjunto, principalmente para restabelecer a intimidade”. Conheça algumas indicações da especialista:
Uma sedução por semana, de Betty Herbert: a obra conta a história de um casal de trinta e poucos anos que esquece as inibições para reacender o desejo adormecido há anos.
Pornô chic, Hilda Hilst: o livro reúne quatro livros eróticos da autora. Se prepare para conhecer ‘O caderno rosa de Lori Lamby’, ‘Contos d’escárnio – textos grotescos’, ‘Cartas de um sedutor’ e o ‘livro de poemas Bufólicas’.
Rio Profano, de Lua Menezes: nessa indicação de Cissa, a história erótica conta a vida da jovem Mel, que se entrega numa jornada de autoconhecimento ligada ao amor e ao sexo.
O amante, de Marguerite Duras: o romance autobiográfico conta a história de uma jovem francesa e um comerciante chinês rico no contexto da Indochina pré-guerra.
Afrodite, de Isabel Allende: o livro é uma mistura de gastronomia com o mais belo sentimento de erotismo, viajando pela memória sensual que confunde os limites do paladar e do tato.
Fonte: com informações do Portal M de Mulher
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