A maioria das companhias espera a movimentação do mercado, um parecer jurídico interno ou mais detalhes sobre a lei para implementarem as mudanças
Em julho deste ano, foi sancionada a lei que reforça a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções. Na teoria, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) já previa isso. O que muda agora é o valor da multa em caso de descumprimento, que é dez vezes o valor do novo salário devido pelo empregador, e pode ser elevado ao dobro no caso de reincidência.
Apesar disso, 35% das empresas no Brasil ainda não têm nenhuma ação específica para abordar a equidade de gênero e o gap salarial. E apenas 15% implementaram totalmente ações e políticas em relação ao tema, segundo levantamento da consultoria de estratégia organizacional Mercer.
As companhias esperam a movimentação do mercado, um parecer jurídico interno ou mais detalhes sobre a lei para começar a agir, enquanto 46% já haviam começado a mapear a situação salarial antes mesmo da mudança na lei.
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“Não há mais espaço para posturas de manutenção dessas desigualdades”, afirma Marisabel Ribeiro, diretora de estratégia de talentos da Mercer Brasil, em um cenário em que grandes companhias sofrem a pressão de consumidores, acionistas e dos próprios colaboradores para assumir compromissos sociais e de governança.
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Fotos: Reprodução/Google
A pesquisa Equidade Salarial 2023 ouviu 202 empresas, a maioria delas (36%) com número de funcionários entre 1 mil e 5 mil e principalmente nos setores de finanças (16%), serviços (11%), bens de consumo (9%) e alta tecnologia (9%).
O objetivo era mapear o cenário da igualdade salarial no país, e como as empresas estão agindo ou não desde a atualização da lei. “É interessante observar como a medida traz tensão e aquece as discussões para além do impacto financeiro”, diz Ribeiro.
Fonte: com informações do Portal Forbes
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