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Empreendedorismo - 23/11/2023

Empreendedorismo feminino: fundadoras dizem os conselhos que gostariam de ter ouvido

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Foto: Reprodução/Forbes

O que você diria à sua versão do passado, quando estava começando seu negócio? No Dia do Empreendedorismo Feminino, perguntamos a 16 mulheres quais seus melhores conselhos

Segundo o Sebrae, o Brasil tem mais de 10 milhões de empreendedoras, 34% do total, sendo a maioria das classes C, D e E. Empreender, para brasileiras, muitas vezes é necessidade. Permite alguma flexibilidade de tempo para cuidar dos filhos e é uma maneira de gerar uma renda que nem sempre conseguem no mercado de trabalho formal.

 

De 2019 a 2022, os investimentos de risco em startups que têm pelo menos uma mulher em posição de liderança quase dobraram na América Latina, passando para R$ 30,6 bilhões. Apesar disso, o percentual dos investidores que investem em empresas lideradas por mulheres ainda é baixo: passou de 16% em 2019 para 31% em 2022. É o que diz um estudo recente da LAVCA (Associação Latino-americana de Venture Capital). Com igualdade de gênero, o empreendedorismo feminino poderia dar um impulso de US$ 20 trilhões, cerca de R$ 101 trilhões, para a economia mundial, segundo um estudo da agência Bloomberg.

 

Algumas dessas fundadoras conseguem superar esses obstáculos e fazer prosperar suas empresas, como é o caso de Rosangela Silva, cofundadora e diretora de criação da marca de beleza Negra Rosa. Em fevereiro deste ano, Silva vendeu a empresa para a Farmax, que projeta investir até R$ 100 milhões na operação até 2027. “É muito importante ter disciplina. Se você planeja melhor, você tem mais tempo de execução e tudo flui mais facilmente.”

 

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Nesse Dia do Empreendedorismo Feminino, perguntamos para empreendedoras de diversos setores quais conselhos elas dariam para suas versões do passado, quando estavam começando seus negócios. Veja aqui o que responderam:

 

Patricia Lima, fundadora e CEO da Simple Organic

 

 

“Não se cobre tanto. Sempre exigi demais de mim mesma, sofria com falhas e erros, o que é comum no cotidiano de um empreendedor, perfeição não é possível na prática. Errar faz parte do processo do empreendedorismo, não há estabilidade na jornada de inovação. Pelo contrário, é através dos erros que a gente aprende, desenvolve e se fortalece. Mas com o passar do tempo, acolhi a mim mesma, decidi que merecia me cobrar menos e isso fez toda a diferença.

 

Com certeza eu teria feito isso antes, diria pra mim mesma que nem sempre será possível equilibrar todos os pratos, escalar uma empresa tem muito esforço, foco envolvido e em alguns momentos você não vai conseguir cumprir tudo que deseja, é preciso ter equilíbrio e gestão emocional. Principalmente com nós mesmas.”

 


Rosangela Silva, cofundadora da Negra Rosa

 

 


“Ter mais disciplina, que é uma coisa que eu busco até hoje. Você tendo mais disciplina, muitas coisas que às vezes você deixa para fazer em cima da hora que causam estresse você poderia fazer de uma forma muito mais tranquila e que poderia ter resultados melhores. Isso se aplica a tudo: a pensar conteúdo, a roteiro, produções a fazer, como preciso em toda a parte de criação, que é meu foco na Negra Rosa. Se você planeja melhor, você tem mais tempo de execução e tudo flui de uma forma mais fácil – até porque empreender já desgasta bastante.”

 

Ingrid Barth, cofundadora e COO da fintech Linker, presidente da ABStartups

 

Fotos: Reprodução/Forbes

 
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“Diria para ser mais calma, menos focada no trabalho do dia a dia e para olhar para os lados e para as pessoas ao redor que podem ser suas aliadas. Gastar bastante tempo validando sua tese. Faça pesquisa, fale com os clientes, mapeie e estude concorrentes. Cliente paga para ser bem tratado. Capriche nas áreas de experiência do cliente e tenha um atendimento o mais humanizado possível.”

 

Fonte: com informações do Forbes

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