A maior gravataria do Brasil, com faturamento anual de R$ 9 milhões, foi fundada e é administrada pela empreendedora Edi Saraiva, 51 anos, e 80% do quadro de colaboradores é feminino.
A gravata, seja a clássica ou borboleta, é um acessório bem conhecido do dia a dia, normalmente utilizado pelo público masculino. No entanto, o que pouca gente sabe é que são as mulheres que dominam os bastidores desse universo.
A maior gravataria do Brasil, com faturamento anual de R$ 9 milhões, foi fundada e é administrada pela empreendedora Edi Saraiva, 51 anos, e 80% do quadro de colaboradores é feminino.
“Monitoro o desenvolvimento do mercado de gravatas no Brasil e no exterior há 30 anos e percebo que as mulheres estão à frente da produção da peça que requer muito cuidado, atenção e olhar delicado desde a escolha da matéria-prima, que pode ser muito delicada, como a seda, o que exige manuseio e acabamento muito minuciosos, típicos da percepção da mulher”, explica Edi em conversa com o Terra.
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A empreendedora começou vendendo gravata de porta em porta em São Paulo quando precisou deixar seu trabalho num ambiente corporativo em virtude dos desafios econômicos que o País passava no início da década de 1990.Mais de 30 anos depois, a empreendedora tem um showroom com mais de 200 mil peças de acessórios masculinos, sendo seu carro-chefe a gravata. Conforme relata Edi para a reportagem, as gravatas são distribuídas em mais de 20 mil lojas em todo Brasil.

Fotos: Reprodução/Google
Cada gravata que chega ao pescoço de um homem produzida pela Edi Saraiva passou pelas mãos de, pelo menos, 40 mulheres. E é a própria Edi quem desenvolve as estampas das gravatas de cada uma das quatro a cinco coleções lançadas por ano.Além disso, estão entre as outras inúmeras atividades que envolvem a participação feminina: pesquisa, tingimento do fio, preparação do urdume, dos teares, simetria nas costuras do bico, do fechamento da gravata, do passante e da etiqueta da peça, além da revisão para não haver metal na peça e da qualidade final do produto, empacotamento, controle de estoque, exportação e até finanças.
Com um portfólio de clientes bem consolidado no Brasil, Edi Saraiva também tem expandido para fora do País. Ela acompanha de perto o processo de produção com o auxílio de uma assessora de controle de qualidade na China, onde as peças são fabricadas numa indústria têxtil de grande porte e 85% do total de 3 mil colaboradores são mulheres.
Fonte: com informações do Portal Terra
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