Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, a única mulher a integrar o Supremo Tribunal Militar (STM)
Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, Ministra do Superior Tribunal Militar (STM), destaca um panorama preocupante: o Brasil, mesmo no século XXI, ainda figura entre os países mais desiguais no que diz respeito à equidade de gênero. Relatórios do Fórum Econômico Mundial e da ONU colocam o país em posições alarmantes, evidenciando a persistência de discriminações e preconceitos enraizados em uma estrutura patriarcal.
Apesar dos avanços legislativos e da Constituição de 1988, que trouxe importantes proteções aos direitos das mulheres, a realidade continua marcada pela subrepresentação feminina na política. Apenas 15% do Congresso é composto por mulheres, e nas eleições de 2020, a presença feminina nas câmaras municipais foi ainda mais baixa, especialmente para mulheres negras.
Nesse contexto, a promulgação da Lei 14.192/21 se destaca como um marco na luta contra a violência política direcionada às mulheres. A legislação, que tramitava desde 2015 no Congresso, visa criminalizar e prevenir tais práticas, além de garantir melhores condições para a participação feminina na esfera pública e política.
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Foto: Crédito EBC
A lei não apenas estabelece punições, mas também tipifica as violações, abrangendo desde a divulgação de informações falsas até o assédio e a perseguição durante campanhas eleitorais. Além disso, introduz medidas para garantir a participação das mulheres em debates eleitorais e proíbe propagandas que depreciam ou discriminam as mulheres.
É crucial destacar que, apesar dos avanços legais, a desigualdade de gênero persiste, refletindo-se na baixa representatividade das mulheres nos espaços de poder e decisão. A implementação efetiva das cotas de gênero e legislações específicas é fundamental para promover uma mudança cultural e social mais profunda, visando uma verdadeira igualdade de oportunidades.
Fonte: com informações do Correio Brasiliense
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