12 de Maio de 2026

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Diversidade - 12/02/2024

Embora minorias, mulheres trans se destacam na vida acadêmica

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Foto: Reprodução/PortaliG

A deputada Dani Balbi, a mestranda Danielle Nunes e a professora Jaqueline Gomes compartilham suas experiências como mulheres trans na universidade

No dia 11 de fevereiro é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data definida pela ONU (Organizações das Nações Unidas) em 2015 com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a presença e a excelência das mulheres na ciência.

 

Elas, segundo dados divulgados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), representaram em 2023 apenas 33% da porcentagem global de pesquisadores.No Brasil, no ano passado mulheres representaram 35% do total de bolsistas de pós-graduação no país, segundo dados da Capes e do CNPq — órgãos governamentais que fornecem bolsas para pesquisadores no país. Os dados foram analisados no mesmo ano pelo “Parent in Science” e o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa/Iesp-Uerj).

 

A baixa presença de mulheres na pesquisa nacional é ainda menor quando se trata de mulheres trans. Conforme pesquisa realizada pela Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), em 2022 cerca de 70% das pessoas trans e travestis não concluíram o ensino médio no Brasil, e apenas 0,02% dessa população teve acesso ao ensino superior no país.

 

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Embora os grandes desafios, essas mulheres resistem dentro da academia brasileira e, diante dessa realidade de dificuldade, seus trabalhos devem ser divulgados e celebrados pela comunidade científica.Danielle Nunes, de 36 anos, começou sua carreira acadêmica na Universidade Estácio de Sá, formando-se em Gestão de Turismo e em Administração. Hoje, é aluna do mestrado no departamento de Relações Étnico-Raciais do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (PPRER).

 

Ingressante do programa em 2023, sua pesquisa gira em torno da inclusão de mulheres trans no esporte. A linguagem está entre um dos aspectos mais importantes de seu trabalho, pois ela entende ser um fator primordial para disseminar sua pesquisa para a maior quantidade possível de pessoas.

 

“Usar uma linguagem simples é fundamental para disseminação dessas informações. Há muito negacionismo por aí, mas o problema é a falta de vontade política. Meu trabalho não é sobre o esporte em si, mas também sobre política.”

 

 Fotos: Reprodução/iG

 

Como aluna, ela entende que seu maior desafio está em se fazer entender. “Vou fazendo letramentos sutis [...], pois é algo novo para eles [seus colegas de turma e professores] e de grande parte sinto que se disponibilizam em aprender ou trocar.”

 

 

A mestranda também acredita que o papel da mulher na ciência é fundamental, e defende por uma política de permanência de mulheres trans na universidade. “É sobre trazer outras versões, visões e compreensões de mundo. Todo o lugar que há predominância do homem universal, branco, cis, hétero, eu acredito que deve-se ter uma paridade de gênero e diversidade.

 
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”No seu futuro, Danielle espera poder dar aulas em instituições privadas. “A interseccionalidade precisa caminhar ao lado dos conhecimentos técnicos. [Quero] humanizar as relações do mundo corporativo com o objetivo de fazer com que a diversidade real chegue nas grandes empresas.”

 

Fonte: com informações do Portal iG

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