17 de Maio de 2026

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Diversidade - 09/03/2024

Em São Paulo, marcha pede legalização do aborto e igualdade de gênero

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Foto: Reprodução

Fim da violência e acesso a serviços estavam na pauta do ato

A Avenida Paulista, em São Paulo-SP, tornou-se roxa e verde na sexta-feira, 8, com a manifestação de movimentos sociais pelo Dia Internacional da Mulher.

 

Mulheres, homens e pessoas não-binárias participaram da marcha para cobrar direitos, como o acesso a serviços gratuitos e de qualidade na área da educação e da saúde, à água e a legalização do aborto.

 

O roxo e o lilás representam a luta do movimento feminista. Já o verde remete à onda que identifica os países onde o aborto foi totalmente descriminalizado.

 

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Foto: Reprodução Google

 

Os manifestantes também denunciaram a violência de gênero, que aparece tanto em índices elevados de feminicídio nos últimos anos, como de maneira mais cotidiana, na forma de discriminação e iniquidade no mercado de trabalho.

 

A marcha teve início por volta das 18h e percorreu diversos quilômetros, sob chuva, até a Rua Augusta. Com vigor, lideranças se revezaram aos microfones gritando palavras de ordem como "Estado de Israel, Estado assassino. E viva a luta do povo palestino", outra posição política adotada durante o protesto.

 

Os manifestantes também homenagearam nomes da resistência feminista no Brasil. Um deles foi a psicóloga Nalu Faria, uma das articuladoras da Marcha Mundial das Mulheres e que faleceu em outubro de 2023, aos 64 anos. Integrante da Sempreviva Organização Feminista (SOF), ela fazia tratamento contra insuficiência cardíaca, em São Paulo.

 

Em meio às pessoas, encontravam-se bordados do grupo Linhas de Sampa, que grava através das produções têxteis, entregues a mulheres que compareceram ao protesto. Entre as bandeiras, estandartes e cartazes, havia mensagens como "Resistimos para viver, marchamos para transformar", "Respeitem o padre Julio Lancellotti", "Na luta por defesa dos nossos corpos, territórios e soberania" e "O medo não vai nos parar", o que demonstra a variedade das causas defendidas. Outra mensagem que chamou a atenção foi "Sem igualdade de gênero e raça, não há justiça climática".

 

Outra pauta dos movimentos foi o pedido pela prisão do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, justificados pelo desejo de que responda pelos retrocessos ocorridos durante a sua gestão e efeitos de suas decisões ao longo da pandemia de Covid-19, como as barreiras contra a vacinação, que ocasionaram a morte de centenas de milhares de brasileiros. Para a fisioterapeuta Graziela Almeida, que estava no ato, a medida é adequada porque Bolsonaro provocou muitos danos à população na pandemia.

 

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Ao todo, estavam previstos 26 atos por todo o Brasil. Neste sábado, 9, estão programados outros três, sendo um em Caruaru (PE), um em São Bernardo do Campo (SP) e o terceiro em Guarapari (ES). 

 

Fonte: com informações Agência Brasil

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