Presidente Bolsonaro vai contratar empresa para auditar eleições
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar sem provas o sistema eleitoral brasileiro e disse na noite de quinta-feira que informou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para o partido contratar uma empresa externa para fazer auditoria "antes das eleições" de outubro deste ano. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já faz uma auditoria antes, durante e depois da votação, e partidos políticos podem participar de todo o processo.
Em sua live semanal, Bolsonaro afirmou que chamará a companhia para auditar com antecedência "para melhor termos umas eleições livres de qualquer suspeita e de interesse externo, mas ela pode falar que é impossível auditar e não aceitar fazer o trabalho, olha a que ponto nós vamos chegar".
O presidente não revelou o nome da empresa de auditoria. Segundo Bolsonaro, a ideia foi discutida com Costa Neto. Na transmissão ao vivo em suas redes, Bolsonaro também se dirigiu diretamente ao TSE — corte à qual vem intensificando as críticas.
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Adianto para o TSE: essa auditoria não vai ser feita após as eleições. Uma vez contratada, a empresa já começa a trabalhar e vai pedir ao TSE, com toda a certeza, uma quantidade grande de informações"Jair Bolsonaro, presidente, em sua live semanal
Hoje, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, enviou um ofício ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Edson Fachin, pedindo à Corte que divulgue os questionamentos e sugestões das Forças Armadas sobre o sistema eleitoral.
As perguntas mantêm a mesma linha do discurso de Bolsonaro, que tem colocado em dúvida, sem provas, a segurança das urnas eletrônicas e feito afirmações sobre a suspeição da atuação da Corte no processo eleitoral.
A declaração de Bolsonaro nesta noite se junta a uma lista de ataques infundados do presidente ao sistema eleitoral brasileiro, que registra os votos por urnas eletrônicas.

Fotos: Reprodução
O presidente vem, constantemente, dizendo que as eleições serão limpas, mas repete os ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, incluindo críticas aos ministros do TSE.
Desde que as urnas eletrônicas foram implementadas —parcialmente em 1996 e 1998, e integralmente a partir de 2000— nunca houve comprovação de fraude nas eleições brasileiras, mesmo quando os resultados foram contestados. A segurança da votação é constatada pelo TSE, pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) e por estudos independentes.
Em outubro, o TCU (Tribunal de Contas da União) emitiu um relatório técnico reforçando que as urnas são seguras e auditáveis, e que a impressão do voto traria riscos e exigiria recursos que não estão disponíveis atualmente na Justiça Eleitoral.
Fonte: Portal UOL
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