17 de Maio de 2026

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Geral - 02/07/2023

Em Manaus, influenciadores suspeitos de fraude em rifas movimentaram mais de R$ 5 milhões em 1 ano

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Foto: Reprodução

Os sorteados eram amigos ou conhecidos dos influenciadores e os carros, após os sorteios, voltavam para eles.

Os influenciadores digitais Lucas Picolé e Mano Queixo, suspeitos de fraudarem a venda de rifas pela internet, em Manaus, movimentaram mais de R$ 5 milhões em um ano. Na quarta-feira (28), os dois influencers foram presos e uma terceira influenciadora, Isabelly Aurora, é alvo da operação. De acordo com a equipe de investigação do 15º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que comanda a operação, os influenciadores ofereciam carros, motos e dinheiro em espécie nas redes sociais por meio de rifas.

 

Os sorteados eram amigos ou conhecidos dos influenciadores e os carros, após os sorteios, voltavam para eles. Os suspeitos pagavam apenas os prêmios de menor valor. Um dos indícios, é que um ganhador do sorteio levou 10 motos de uma vez só, em maio deste ano. No entanto, as investigações apontaram que o suposto vencedor comprou os veículos 15 dias antes do sorteio e o dinheiro teria sido dividido entre ele e Lucas Picolé, o responsável pela rifa.

 

"As motocicletas já se encontravam em nome dessa pessoa que figurou como ganhador antes do sorteio ter sido realizado. E isso é um forte indício de que há um esquema fraudulento, inclusive no resultado, na manipulação dos resultados de sorteios", disse o delegado Cícero Túlio, titular do 15º DIP. Expondo uma vida de luxo nas redes sociais, o grupo mostrava diariamente a rotina com carros importados e celulares, usados para promover as rifas ilegais. A Polícia Civil apontou que o grupo movimentou mais de R$ 5 milhões em um ano com o esquema.

 

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"No Brasil, somente se possibilita a atuação de rifas de forma filantrópica, sem cunho, a fim de obter recursos financeiros. Fora isso, para que haja a veiculação de rifas, deve haver por parte da pessoa que opera esse sistema, uma autorização do Ministério da Economia para que haja alguma forma de fiscalização e auditoria sobre o resultado dessas premiações", apontou o delegado.

 

O dinheiro das vendas caía na conta da cunhada de Lucas Picolé. A mulher, suspeita de atuar na lavagem de dinheiro, é funcionária da Prefeitura de Manaus. Ela foi presa por receptação de produtos falsificados e solta em audiência de custódia. O executivo municipal informou à Rede Amazônica que exonerou a servidora e que não tinha conhecimento sobre as supostas atividades ilegais cometidas por ela. Em nota, a defesa dos influencers afirmou que a prisão não se baseia em hipótese legal que justifique o encarceramento e que os fatos serão esclarecidos.

 

Justiça nega soltura

 

 

Fotos: Reprodução

 

A Justiça do Amazonas manteve a prisão de Mano Queixo e Lucas Picolé. Além disso, determinou o sequestros dos bens dos suspeitos e que as redes sociais fossem suspensas.Durante a operação na casa dos influenciadores, a polícia ainda encontrou drogas sintéticas e munição de fuzil.

 

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A justiça decretou a prisão preventiva por apontar que os influenciadores colocam em risco à ordem pública. A Polícia Civil investiga outros alvos. 

 

Fonte: com informações do Portal G1

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