27 de Maio de 2026

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Celebridades - 26/05/2026

Em carta escrita na prisão, Deolane diz ser alvo de perseguição

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Influenciadora afirma que foi presa por atuação como advogada, contesta investigação e pede para ser ouvida pela Justiça

Presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra divulgou uma carta escrita da penitenciária em que nega qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e afirma ser vítima de perseguição. A carta foi compartilhada nas redes sociais por sua irmã, a também advogada Dayanne Bezerra.

 

Na carta, Deolane sustenta que sua detenção estaria relacionada exclusivamente ao recebimento de honorários advocatícios no valor de R$ 24,5 mil. Segundo ela, o montante foi pago legalmente durante sua atuação profissional e não teria relação com a transportadora investigada pelas autoridades. "Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito", diz em trecho.

 

Ao longo do texto, a influenciadora afirma que jamais integrou organizações criminosas. Ela também diz que nunca teve a oportunidade de prestar esclarecimentos formais durante os anos de investigação e critica a forma como a operação policial foi conduzida.

 

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A carta ainda traz críticas à exposição pública do caso e às informações divulgadas sobre seu patrimônio e empresas. Deolane contesta rumores de que possuiria dezenas de empresas registradas em seu nome e afirma que a narrativa em torno da investigação foi construída de forma distorcida ao longo dos últimos anos. "É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos NÃOS para manter meus princípios e minha ética', afirmou.

 

Outro trecho do documento descreve o momento da prisão. A influenciadora relata ter sido surpreendida dentro de casa por agentes armados e afirma que foi detida sem chance de explicar sua versão dos fatos. Em tom emocional, ela também tenta reforçar sua trajetória pessoal e profissional, destacando a origem nordestina e a carreira construída como advogada e empresária. "Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos", reforçou.

 

A divulgação da carta acontece em meio ao avanço das investigações que apuram supostas movimentações financeiras ligadas ao PCC. Segundo o Ministério Público, empresas de transporte teriam sido utilizadas para ocultar recursos atribuídos à facção criminosa, com repasses realizados para contas de terceiros. Entre os nomes citados na investigação estão contas associadas à influenciadora.

 

Fotos: Reprodução/Redes Sociais

 

As apurações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes manuscritos encontrados na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. A partir do material recolhido, investigadores passaram a rastrear empresas suspeitas de funcionar como fachada para movimentações financeiras ilegais.

 

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O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados da influenciadora. Antes disso, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, também rejeitou um pedido de prisão domiciliar. Deolane está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista e continua afirmando que a investigação transformou sua atuação profissional em elemento de acusação criminal. A carta, divulgada em meio à repercussão nacional do caso, amplia a disputa pública em torno das acusações e deve seguir sendo usada pela defesa para sustentar a tese de perseguição e ausência de provas diretas contra a influenciadora.

 

Fonte: com informações do Correio Braziliense 

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