20 de Abril de 2026

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Política - 16/09/2025

Em carta a Trump, Lula fala de tarifas, Soberania e Bolsonaro

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Presidente disse que está aberto ao diálogo com o republicano, mas também que não vai recuar em pontos de conflito na relação do Brasil com os EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um artigo no jornal norte-americano The New York Times, em que afirma estar aberto ao diálogo com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, mas ressalta que a democracia e a soberania brasileiras "não estão em negociação".

 

De acordo com Lula, o ensaio busca "estabelecer um diálogo aberto e franco com o presidente dos Estados Unidos", em resposta aos "argumentos apresentados pelo governo Trump para impor uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros".Para o presidente, as tarifas são uma medida "equivocada" e "ilógica", já que os EUA acumulam superávit de US$ 410 bilhões na balança comercial com o Brasil nos últimos 15 anos e 75% das exportações americanas entram no país isentas de tarifas.

 

O petista disse que concorda com metas como a reindustrialização e a recuperação de empregos nos EUA, mas criticou a adoção de medidas unilaterais. "Recorrer à ação unilateral contra estados individuais é prescrever o remédio errado. O multilateralismo oferece soluções mais justas e equilibradas", afirmou. "A falta de racionalidade econômica por trás dessas medidas deixa claro que a motivação é política", escreveu, em alusão à pressão de Washington após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.

 

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Motivações políticas

 

 

 


Segundo Lula, o governo americano usa as tarifas e a Lei Magnitsky, imposta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para buscar impunidade para o ex-presidente, "que orquestrou uma tentativa fracassada de golpe em 8 de janeiro de 2023, numa tentativa de subverter a vontade popular expressa nas urnas". Ele também cita o plano "Punhal Verde e Amarelo" que, segundo investigações da Polícia Federal, tinha como objetivo assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSD) e o ministro Moraes, como uma das etapas para concretização do golpe de Estado.

 

Em seguida, o petista diz estar orgulhoso da decisão do STF que condenou Bolsonaro e sete aliados pela trama golpista. Por 4 votos a 1, o ex-presidente foi sentenciado a mais de 27 anos de prisão, mas ainda há prazo para recursos.

 

Regulamentação das big techs

 

 

 


Lula contestou outras críticas do governo Trump usadas como justificativa para sanções comerciais ao Brasil, entre elas a acusação de que a regulação das redes sociais teria como objetivo restringir a liberdade de expressão e censurar empresas americanas.

 

"Essas alegações são falsas. Todas as plataformas digitais, sejam nacionais ou estrangeiras, estão sujeitas às mesmas leis no Brasil", escreveu, completando que a medida busca a "proteção de nossas famílias contra fraudes, desinformação e discurso de ódio" , disse, no artigo publicado neste domingo, 14. "A internet não pode ser uma terra sem lei, onde pedófilos e agressores têm liberdade para atacar nossas crianças e adolescentes", afirma.

 

Investigação sobre o PIX

 

 

 


Outro ponto citado foi o Pix, sistema de pagamento instantâneo alvo de investigação comercial aberta no USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), sob a acusação de prejudicar empresas americanas de cartão de crédito.Lula respondeu que o mecanismo promoveu a inclusão financeira de milhões de cidadãos e empresas no Brasil. "Não podemos ser penalizados por criar um sistema rápido, gratuito e seguro que facilita transações e estimula a economia", disse.

 

Questão ambiental

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 


Na mesma investigação sobre o PIX, o governo dos EUA acusou o Brasil de não cumprir as leis e regulamentações para o combate do desmatamento ilegal na Amazônia. Lula rebateu a acusação, e pontuou que seu governo reduziu em 50% a taxa de desmatamento da Amazônia em dois anos, e ressaltou que o combate ao aquecimento global depende da ação conjunta de todos os países.

 
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"A Amazônia continuará em risco se outros não fizerem sua parte. O aumento das temperaturas pode transformar a floresta em savana e alterar o regime de chuvas em todo o hemisfério, inclusive no Meio-Oeste americano", escreveuu.

 

Fonte: com informações Portal iG

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