Encontro voltado para a revisão de carteira avalia execução do maior investimento do Estado em saneamento no interior
O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), participou, nesta terça-feira (16/06), de uma reunião com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Brasília, para avaliar o andamento do Programa de Saneamento Integrado (Prosai) Parintins, maior investimento já realizado na área governamental em obras de saneamento e habitação no interior do estado. O encontro teve como objetivo acompanhar a execução financeira, física, ambiental e social do programa.
A reunião de revisão de carteira foi o primeiro encontro entre os representantes desde que o Prosai Parintins passou a integrar um projeto-piloto do BID, anunciado em junho de 2026, voltado a melhorar o acompanhamento dos resultados, a gestão de riscos e a avaliação da eficácia dos investimentos.
O secretário da Sedurb, Júlio Langbeck, afirma que a reunião permite o alinhamento entre o Governo do Amazonas, o Governo Federal e o BID sobre o programa para beneficiar a população parintinense. “As obras de drenagem, urbanização, habitação e reassentamento determinadas pelo governador Roberto Cidade asseguram que os investimentos cheguem com qualidade à população de Parintins”, destaca o secretário.
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Executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão da Sedurb, o Prosai Parintins tem orçamento total de cerca de US$ 130 milhões (cerca de R$ 728 milhões), sendo US$ 100 milhões financiados pelo BID e US$ 30 milhões de contrapartida do Governo do Amazonas.
A coordenadora executiva da UGPE, Daniella Jaime, avalia de forma positiva os resultados dos investimentos e a continuidade do programa, também bem avaliado pelo BID.

“Em um ano, já tivemos resultados muito positivos. Para o segundo semestre de 2026, teremos o início das obras de urbanização e habitação, o início do reassentamento de famílias e a entrega do novo sistema de abastecimento de água”, destaca a coordenadora. O subcoordenador executivo de Planejamento da UGPE, Leonardo Barbosa, explica que o abastecimento de água era um dos problemas mais críticos de Parintins antes do programa. “Mesmo localizada na maior bacia hidrográfica do planeta, Parintins era abastecida por poços antigos, fora dos padrões de potabilidade”, observou.
Por isso, destacou Barbosa, o planejamento do programa priorizou essa intervenção e adotou uma estratégia de contratação antecipada, permitindo iniciar as obras antes mesmo da assinatura do contrato de empréstimo.
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Fotos: Gil Costa/UGPE
Desde junho de 2025, Parintins passou a ser abastecida por novos poços profundos que captam água do aquífero Alter do Chão, o maior reservatório de água subterrânea do planeta. Atualmente, são 12 poços em operação, sendo dez perfurados pelo Prosai e dois do município, reabilitados pelo programa. A meta é perfurar mais cinco poços até o final do programa, completando os 17 previstos para o Sistema de Abastecimento de Água de Parintins.
A reunião também tratou das próximas etapas, como a liberação das áreas de obra, a contratação de novas intervenções urbanas, a readequação do projeto de esgotamento sanitário e o fortalecimento institucional do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).
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