Áudios do Superior Tribunal Militar durante a Ditadura Militar (1964-1985) foram divulgados
Áudios do Superior Tribunal Militar durante a Ditadura Militar (1964-1985) foram divulgados no domingo (17) pela jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo. Nas gravações, é possível ouvir sete ministros da época conversando sobre episódios de tortura.
Conforme a reportagem, os áudio foram obtidos e analisados pelo historiador Carlos Fico da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ao todo, os áudios somam 10 mil horas de conversas entre os ministros Rodrigo Octávio, Augusto Fragoso, Waldemar Torres de Costa, Júlio de Sá Bierrenbach, Deoclécio Lima de Siqueira, Amarílio Lopes Salgado e Faber Cintra.
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Em um dos trechos divulgados, o general Rodrigo Octávio pede apuração dos relatos de tortura. Em um dos casos, ele descreve que os réus acusaram os militares de tortura contra uma mulher grávida, que chegou a sofrer um aborto após “castigos físicos” no Doi-Codi, órgão militar da ditadura.

Em outra parte das gravações, um ministro denuncia uma confissão de roubo a banco que teria sido obtida a marteladas. O suspeito estava preso à época do crime e teria sido torturado para confessar a autoria do delito.

Em entrevista ao G1, o historiador Carlos Fico explicou que analisa os áudios desde 2018. Em dezembro de 2014, a Comissão Nacional da Verdade divulgou um relatório no qual denunciou 377 militares que cometeram crimes durante a ditadura, entre os quais tortura e assassinatos.

Fotos: Reprodução
Na mesma época , o Clube Militar chamou o relatório de “coleção” de “calúnias” e de “absurdo”.
Fonte: Revista IstoÉ
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