Ex-ajudante de ordens negou, porém, que ação fosse ligada ao plano ?Punhal Verde e Amarelo?, que previa o assassinato de Moraes, Lula e Alckmin
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, reiterou, sua versão sobre o monitoramento de autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a elaboração da chamada “minuta do golpe”, documento que apresenta instrumentos jurídicos para contestar o resultado da eleição presidencial de 2022 — em que Jair Bolsonaro (PL) saiu derrotado.
Moraes fez hoje uma audiência de acareação entre Mauro Cid e o coronel da reserva do Exército Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro. Além do magistrado, relator da ação, também acompanharam a audiência o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os advogados dos réus. Esse é o procedimento em que as pessoas envolvidas apresentam sua versão dos fatos frente a frente, com o objetivo de apurar a verdade.
Cid manteve o relato de que pediu a Câmara, também réu na ação penal, para acompanhar a agenda de Moraes, a pedido de Bolsonaro, que temia uma reunião do magistrado com o então vice-presidente Hamilton Mourão. No entanto, o militar reiterou que não sabe se Câmara teve relação com um outro monitoramento, ligado ao “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu vice, Geraldo Alckmin.
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Segundo a ata da acareação, "a defesa do réu Marcelo Câmara solicitou que fosse esclarecido que, em relação ao segundo momento, monitoramento no final de dezembro, não há nenhuma relação com a citada operação 'Punhal Verde e Amarelo', e esse monitoramento foi solicitado diretamente pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro".O documento registrou que Câmara expôs que "o monitoramento que realizava sempre era pontual com finalidade de 'acertar agendas' e que jamais esses monitoramentos foram realizados para qualquer operação".
Minuta do golpe

Fotos: Reprodução/Google
Sobre a minuta do golpe, encontrada pela Polícia Federal, Cid disse que não afirmou na delação que o documento que Marcelo Câmara teria tido acesso era o mesmo que o também réu Filipe Martins teria apresentado a Bolsonaro.
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“Que o réu colaborador confirmou o depoimento dado anteriormente como informante do juízo, porém esclareceu que ao se referir ao conhecimento que o réu Marcelo Câmara tinha sobre a tramitação de uma minuta de decreto no Palácio, não quis afirmar que essa minuta era aquela apresentada por Filipe Martins ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro."
Fonte: com informações Correio Braziliense
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