O principal instrumento para preponderância da verdade num processo eleitoral é a pesquisa de opinião.
Maria Santana Souza - O ano eleitoral se aproxima. Nas esquinas, bares, locais de trabalho, moradias, grupos formais e informais o assunto gira em torno das eleições. Todo mundo tem uma opinião, um palpite, uma posição.
Com o advento da internet, o debate ganhou outra dimensão. A conversa da esquina vira postagem nas redes sociais, alcançando um público incalculável. Campo fértil para boatos.
A internet democratizou a informação, mas trouxe um fenômeno chamado fake news, nome bonito para a velha mentira. Claro, há diferença da mentira folclórica - aquela que foi incorporada ao modo de vida popular - da fake news, uma mentira estruturada, com a finalidade de provocar resultado, geralmente no sentido político.
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Eleições é um campo fértil para fake news

Boatos ganham rapidamente as redes sociais e se tornam verdades para o público incauto e ignorante. A confusão fica por conta da capacidade de demolir a mentira estruturada. Na disputa entre verdade e mentira, a segunda sempre tem mais ressonância, dado o seu conteúdo sensacionalista.

Mesmo com a verdade em crise, a mentira não pode se tornar uma verdade disfarçada. É preciso reduzir ou defenestrar as fake news do processo eleitoral, como garantia de uma eleição limpa e democrática.
O principal instrumento para preponderância da verdade num processo eleitoral é a pesquisa de opinião.
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Pesquisa eleitoral é feita com método e técnica científicos e reproduz o momento no qual é feita. Não se trata de uma verdade absoluta. Ela trabalha com projeção estatística. Os números de hoje nem sempre serão os números de amanhã, mas há indicativo que mostra o nível de inserção e aceitação dos candidatos entre os eleitores.

Sobre pesquisas que saem da curva da razoabilidade, é possível fazer a crítica a partir da análise do método e da amostragem do público pesquisado. Além disso, a comparação com outras pesquisas de outros institutos pode aferir ou não o levantamento feito por determinada empresa.
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Eleição é coisa séria. É nela que elegemos nossos governantes e legisladores. As fake news representam um golpe na democracia ao tentar induzir o eleitor ao erro ou votar num candidato desqualificado. A verdade tem que orientar o processo eleitoral.
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Fotos: Reprodução/Google
Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. Formada em Direito, começou sua carreira no jornalimo como editora do Portal do Zacarias. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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